Adab tem plano de contingência para prevenir a Monilíase do Cacau

11/02/2009

Adab tem plano de contingência para prevenir a Monilíase do Cacau


Diga não a Monilíase. Esse é o tema do segundo encontro que a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), órgão vinculado a Secretaria da Agricultura (Seagri) participa até hoje, (12), no auditório do Centro de Pesquisa do Cacau (Cepec), no município de Itabuna. O objetivo é definir o plano de contingência para evitar que a Monilíase adentre nas regiões produtoras de cacau, principalmente no sul do estado que representa 85% do cacau brasileiro. Membros da cadeia produtiva do cacau e sociedade serão alertados sobre os riscos da introdução da doença na região e esclarecidos quanto aos riscos do fungo.
A Monilíase do cacaueiro tem como agente causador o fungo “Moniliophthora”, que provoca uma das mais graves doenças da cacauicultura do mundo. Atualmente, esta doença está confinada nas américas Latina e Central. No Brasil não há até o momento vestígios do fungo. Na Bahia, apesar de o Estado estar livre desta doença, a Secretaria da Agricultura, através da Adab, adota medidas preventivas, executando estratégias para evitar a introdução da doença.
A Adab apresentará as ações que realizará para manter o estado livre da monília através do Plano Estadual de Prevenção e Controle da Monilíase do Cacaueiro. Além da Adab, o plano conta com a participação do Ministério da Agricultura, CEPLAC, EBDA, Biofábrica do Cacau e UESC. O Plano de Contingência da Monilíase do Cacau tem como meta a prospecção em todo o estado, visando medidas de urgência em caso de ocorrência de foco na região cacaueira, como também trabalhar em parceria com órgãos de pesquisa de modo a elaborar plantas tolerantes ao impacto da doença.
“O Brasil é indene a esse fungo e apesar da Bahia ser considerada de baixo risco para contrair a doença, a Adab trabalha de maneira preventiva para defender a cultura cacaueira, pois a depender da intensidade do patógeno, a monilia pode provocar perdas de até 100%”, afirma o diretor geral da Adab, Cássio Peixoto.
Peixoto ratifica a importância de qualificar os treinamentos de identificação da doença para os participantes do encontro, pois  esse estão diretamente ligados as plantações de cacau e servirão como agentes multiplicadores para manter o estado livre da praga.
 
A meta da Adab com o curso é atingir todas as regiões produtoras da fruta até o final do ano, visando capacitar agrônomos e técnicos da Adab a ficarem alertas sobre os riscos da introdução da Monilíase no estado, como também torná-los esclarecidos quanto ao perigo do fungo, considerado mais devastador que a vassoura-de-bruxa.
Segundo o diretor de defesa vegetal da Adab, Armando Sá, a Monilíase já é presente em países das Américas Central e Latina como também no alto do Amazonas, fronteira com o Peru e seu avanço é de 100km por ano em direção ao Brasil, portanto, torna-se imprescindível o estado possuir um rigoroso plano de contingência da doença.

Alerta máximo

De acordo com a Instrução Normativa nº 38 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, MAPA,  a monilia do cacau é considerada de alerta máximo, o que exige ações de prevenção, contenção e controle da praga. A monilia já atingiu países como Equador, Colômbia, Venezuela, Panamá, Costa Rica, Nicarágua, Peru, Honduras e Belize.
O cacau e suas preparações representaram para a Bahia, na balança comercial, um saldo de US$ 116.945 equivalente a 100 mil toneladas somente no ano passado. Em 2008 as importações de cacau alcançaram 54.380 toneladas o que representa US$ 113.252.

Ascom Adab - 10/01/09
Welder França
Assessor de Comunicação
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