Balança comercial baiana tem superávit de US$ 178,6 milhões
As exportações de algodão no mês renderam US$ 15,4 milhões para o agronegócio baiano.
A Bahia conseguiu fechar a balança comercial de janeiro com um superávit de US$ 178,6 milhões. No mês, as exportações somaram US$ 392,1 milhões e as importações US$ 213,5 milhões.
As vendas externas foram lideradas pela celulose, com US$ 129,4 milhões e incremento de 33,3%. Além da celulose, tiveram resultado positivo as vendas de soja (US$ 35,5 milhões e incremento de 124,3%) e algodão, com US$ 15,4 milhões e +44,4%. As importações somaram US$ 213,5 milhões no mês.
Em relação ao mês de janeiro de 2008, a balança comercial teve uma queda de 18%. O resultado das exportações no primeiro mês de 2009 também apontam uma queda de 46,6% em relação a janeiro de 2008, e de 17,2% frente a dezembro.
Os dados foram divulgados ontem pelo Promo-Centro Internacional de Negócios da Bahia, vinculado à Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração.
Redução – Além da queda no volume exportado em 28,2% – resultado da demanda menor por conta da crise –, a redução média dos preços dos produtos exportados pelo estado foi de 25,6% em comparação a janeiro do ano passado.
O motivo foi a maior concorrência que fez com que diversos países comercializassem seus produtos desovando sua produção a preços muito baixos, deixando os produtos baianos menos competitivos lá fora.
"A queda nas vendas externas da Bahia em janeiro reflete a menor procura por produtos no mercado internacional e a forte queda nos preços das commodities, efeitos da recessão nos países mais ricos e da desaceleração dos emergentes, como a China", explica o superintendente do Promo, Ricardo Saback.
O estado vendeu menos a todos os seus destinos de exportação. Dentre os principais mercados, a maior queda nas vendas foi para os EUA.
Dentre os produtos que tiveram queda, os automóveis registraram a maior variação negativa (-94,8%), seguidos dos petroquímicos, com -62,1%.
"Os números apresentados realmente são impactantes, porém são reflexo de um momento agudo da crise, que não é baiana e sim mundial. Hoje, grande parte das nossas exportações é feita para os Estados Unidos e países da Europa e como os principais produtos exportados estão também baseados em commodities, ao serem atingidos pela crise, estes países influenciam diretamente nos resultados do comércio exterior baiano", afirma Rafael Amoedo, secretário da Indústria, Comércio e Mineração.
Compras – As importações também declinaram em janeiro, atingindo US$ 213,5 milhões, ou 58,7% abaixo de janeiro de 2008.
Compras substancialmente menores de minério de cobre, automóveis, nafta, trigo e componentes para indústria de informática determinaram o fraco desempenho no mês, que terminou com uma quantidade 47% inferior a janeiro de 2008.
Os preços de importação também recuaram por conta da turbulência internacional, mas em menor intensidade do que as exportações, por conta da natureza da pauta comercial da Bahia, que importa majoritariamente industrializados e exporta commodities.
Entre o pico de julho e dezembro, os preços de importação caíram 13,9%, enquanto que em janeiro a redução foi ainda maior: 21,9% comparado a igual mês do ano anterior.