Commodities Agricolas
De novo a demanda. Os preços futuros do café fecharam com forte queda na quinta-feira, nas bolsas internacionais, pressionados pela alta do dólar em relação a outras moedas estrangeiras e também pela expectativa de menor demanda global por conta da desaceleração da economia, segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg. Na bolsa de Nova York, os contratos para maio fecharam a US$ 1,1445 a libra-peso, com baixa de 335 pontos. Na bolsa de Londres, os contratos para março encerraram o dia a US$ 1.585 a tonelada, com recuo de US$ 43. Os fundamentos para o produto, contudo, são positivos, considerando que a oferta e demanda global segue apertada. No mercado paulista, a saca de 60 quilos fechou a R$ 267,06, com baixa de 2,27%, segundo o Cepea/Esalq.
Petróleo recua. Os preços futuros do algodão caíram na quinta-feira, atingindo o menor patamar das últimas quatro semanas, com o recuo dos preços do petróleo no mercado internacional, segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg. A queda do petróleo, matéria-prima para a fibra sintética, reduz a demanda pela pluma. A baixa demanda global pelo algodão tem ajudado a tirar o suporte das cotações da commodity. Na bolsa de Nova York, os contratos para maio encerraram o dia a 46,47 centavos de dólar por libra-peso, com baixa de 52 centavos. No mercado paulista, o algodão fechou a R$ 1,1557 a libra-peso, com ligeiro recuo de 0,09%, segundo o índice Cepea/Esalq. O comprador ainda continua fora do mercado, o que tem pressionado as cotações no país.
Chuva no horizonte. A possibilidade de chuvas no fim da próxima semana nas regiões produtoras de soja da Argentina e do Sul do Brasil ajudaram a puxar nova queda do preço da commodity no mercado futuro nesta quinta-feira, a terceira consecutiva. Na bolsa de Chicago, os papéis para maio fecharam em baixa de 10,50 centavos de dólar, a US$ 9,7150 por bushel. Ainda que esses e outros fatores venham contribuindo para a queda do grão, as cotações chegaram a transitar em território positivo, influenciadas por demanda firme por exportações, pela possibilidade de greve de produtores na Argentina e pela incerteza com a produção sul-americana, segundo analistas. No mercado interno, o preço da saca de 60 quilos caiu 0,32%, para R$ 49,19, segundo o índice Cepea/Esalq.
Influência do milho. Em uma sessão de preços sem tendência definida, o trigo negociado no mercado futuro recuou nesta quinta-feira. Inicialmente em alta, a commodity perdeu a sustentação do milho, que também subia no início dos negócios, e acabou recuando. Na bolsa de Chicago, os contratos com vencimento em maio fecharam em baixa de 4,50 centavos de dólar, a US$ 5,5150 por bushel. Em Kansas, os papéis também para maio caíram 3,25 cents, para US$ 5,8475 o bushel. Baixas das bolsas e da cotação do petróleo também contribuíram para a queda do trigo, segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires. No mercado paranaense, a saca de 60 quilos foi negociada, na média, por R$ 29,51, alta de 0,89%, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral).