Estudo apresenta preferências dos consumidores brasileiros de vinhos

16/02/2009

Estudo apresenta preferências dos consumidores brasileiros de vinhos

 


Estudo indédito sobre o mercado nacional de vinhos e espumantes, desenvolvido pela empresa Market Analysis e focada nas preferências dos consumidores brasileiros, dará suporte às ações promocionais do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) este ano, com o objetivo de aumentar o consumo das bebidas derivadas de uva no país.

Foram ouvidas 1.037 pessoas entre 18 e 69 anos em três capitais do país, Porto Alegre, São Paulo e Recife. O o trabalho foi feito com apoio do Governo do do Rio Grande do Sul, com o repasse de 25% do Fundo de Desenvolvimento da Vitivinicultura do Rio Grande do Sul (Fundovitis).

"O estudo busca compreender o posicionamento do vinho no mercado, junto aos consumidores, aos não-consumidores e aos canais de oferta", afirma o diretor executivo do Ibravin, Carlos Paviani. Conforme ele, os objetivos da pesquisa englobam o entendimento sobre a dinâmica do mercado setorial e o posicionamento mercadológico da categoria como forma de subsidiar a elaboração de planos e ações de marketing e comunicação institucional do setor. "Como resultado, queremos consolidar o potencial competitivo e a construção de um programa de expansão do consumo no Brasil ao longo dos próximos 20 anos", destaca.

O diretor da Market Analysis, Fabián Echegaray, revela que as reações dos consumidores variam regionalmente. Conforme ele, no Nordeste existe uma forte incapacidade e até desinteresse em distinguir entre vinhos e não-vinhos. "Para os cearenses, sidras simbolizam muito mais fortemente a categoria de espumantes e champanhes do que esses próprios produtos", observa. O mesmo ocorre com a relação sangrias e vinhos de mesa.

Por outro lado, o melhor nível de informação e intreresse está no Rio Grande do Sul. O consumidor paulista está a meio caminho entre recifenses e gaúchos no que diz respeito à complexidade do universo vitivinícola. "O paulista tende a ser um melhor identificador do vinho comum que o gaúcho, mas exibe confusão nas outras categorias", comenta.

FONTE

Agência de Notícias do RS