Governo distribui animais para garantir melhoria genética do rebanho
"Do bode se aproveita até o berro, que é a melodia do sertão", diz o homem do campo. Com esse entendimento, a Secretaria da Agricultura (Seagri) incentiva a principal cadeia produtiva do semi-árido baiano, a caprinovinocultura, e traz a sustentabilidade para a região e para mais de oito mil famílias, com geração de emprego e renda.
No sentido de garantir a melhoria genética e o aumento do rebanho no estado, estão sendo distribuídos, inicialmente, seis mil matrizes mestiças e 200 reprodutores Puros de Origem (PO) para 1,2 mil famílias da região sisaleira.
A ação faz parte do projeto Sertão Produtivo, desenvolvido pela Seagri e que compõe o programa Terra de Valor. Até o final de abril, 38.265 animais, entre caprinos e ovinos, serão entregues em todo o semi-árido.
"Queremos fazer dessa cadeia a sustentabilidade desse povo, melhorando a qualidade da carcaça animal, da carne e do leite ofertados, garantindo a viabilidade do projeto, que repercute no desenvolvimento do semi-árido", declarou o secretário da Agricultura, Roberto Muniz.
Ele comemora os resultados já alcançados, a partir da ampliação do serviço de assistência técnica de qualidade, do acesso ao crédito, à tecnologia e, agora, da melhoria genética.
Cada família selecionada está recebendo cinco matrizes melhoradas de caprinos ou ovinos. Cada comunidade terá seis famílias beneficiadas, completando 30 fêmeas, e receberá um reprodutor.
Doação rotativa – O impacto do melhoramento genético do rebanho na região é garantido por meio da distribuição dos animais em regime de doação rotativa, quando as famílias beneficiadas nessa fase doarão a mesma quantidade de animais para uma segunda família, num prazo de 18 meses.