Corte de subsídios leva a protestos nos EUA
"Isso é uma insanidade" afirmou o chefe de uma cooperativa de algodão de Lubbock, Wally Darneille, sobre a proposta do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, de encerrar o subsídio direto aos produtores agrícolas norte-americanos. "Acho que realmente vamos pelo caminho errado", acrescentou Darneille, Texas. Um esquadrão de legisladores e grupos de agricultores concordam com ele.
Os opositores dizem que a proposta vem na hora errada e afeta agricultores que formam três quartos da produção agrícola. Dois senadores que há muito tempo apoiam reformas nos subsídios se opõem à proposta de Obama.
Como parte de seu orçamento para 2010, Obama propôs interromper os subsídios diretos a agricultores com vendas maiores que 500 mil dólares por ano, para economizar US$ 9,8 bilhões em 10 anos. Os pagamentos, que somam de 5,2 bilhões de dólares anuais, são pagos sem levar em conta cada colheita.
"Grandes produtores estão bem posicionados para substituir esses pagamentos com fontes alternativas de renda dos mercados emergentes para serviços ambientais, como separação de carbono, produção de energia renovável e a provisão de ar limpo, água limpa e habitat para a vida selvagem", dizem os documentos orçamentários da Casa Branca.
Críticas ao plano de pagamento direto ofuscaram uma proposta conjunta para um teto de 250 mil dólares por ano em subsídios. "Grandes agricultores... acho que eles serão prejudicados", afirmou Daryll Ray, um economista da Universidade do Tennessee. Um agricultor pode obter 500 mil dólares em vendas em 885 acres de milho ou em 2,25 mil acres de trigo com baixo rendimento. Cerca de 126 mil produtores têm vendas superiores a 500 mil dólares por ano, diz Usda.