Commodities Agrícolas

03/03/2009

Commodities Agrícolas

 


Petróleo derruba preço. Os preços futuros do açúcar registraram ontem a maior queda desde meados de dezembro na bolsa de Nova York. Segundo analistas ouvidos pela Bloomberg, o movimento se deveu em grande parte ao mau desempenho do mercado financeiro e à queda de 11% do petróleo, que contribuiu para derrubar de vez as commodities. "Essa combinação foi demais para o açúcar", afirmou Nick Hungate, trader-sênior do Rabobank international, em Londres. Com isso, os contratos com vencimento em julho, negociados em Nova York, caíram 87 pontos, para 13 centavos por libra-peso. Ainda assim, o açúcar é o quarto melhor papel no Índice CRB, depois da gasolina, prata e cobre. No mercado paulista, a saca de 60 quilos fechou a R$ 47,09, com alta de 0,36%, segundo o Cepea/Esalq.
Interesse diminuído. Acompanhando as demais commodities, o café também tomou um tombo ontem no mercado futuro. Na bolsa de Nova York, os contratos com vencimento em maio caíram 620 pontos - a pior queda des outubro do ano passado - e fecharam o dia a US$ 1,0570 por libra-peso. Segundo os analistas, o mercado financeiro em mais um dia de queda e a valorização do dólar americano tiraram de vez a apetite do mercado por commodities. "A alta do dólar está minando o interessa de players tradicionais", disse à Bloomberg Rodrigo Costa, vice-presidente para vendas institucionais da Newedge USA LLC , de New York. No mercado interno a situação não foi diferente. A saca de 60 quilos fechou a R$ 262,45, com queda diária de 1,06%, segundo o indicador Cepea/Esalq.

Previsão de queda. Os preços futuros do suco de laranja registraram forte queda ontem, reflexo da crise financeira global. Na bolsa de Nova York, os contratos para maio fecharam a 67,70 centavos de dólar por libra-peso, com recuo de 195 pontos. Os preços do suco de laranja no varejo, que se mantiveram em níveis quase recorde de alta nos últimos dois anos nos EUA, provavelmente cairão porque a demanda está declinando e o custo dos alimentos no atacado se aproxima do patamar mais baixo em 20 anos, disse Stewart Mann, diretor-executivo do LaSalle Futures Group, em Nova York. As vendas de suco de laranja no varejo caíram 2,2% em volume nas quatro semanas terminadas em 17 de janeiro, em relação ao mesmo período de 2007. Em São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja para as indústrias fechou a R$ 5, segundo o Cepea/Esalq.

Consumo quase estável. Os preços futuros do algodão fecharam com forte queda, assim como as outras commodities agrícolas, por conta do movimento negativo dos mercados. Na bolsa de Nova York, os contratos para maio encerraram a 41,49 centavos de dólar por libra-peso, recuo de 177 pontos. O consumo global de algodão deverá permanecer "quase estável" na próxima safra, segundo o Comitê Internacional do Algodão. O volume de algodão processado pelas indústrias na próxima safra, que terá início em 1º de agosto, deverá ficar em 23,9 milhões de fardos, ante os 23,8 milhões de fardos deste atual ciclo. A área plantada de algodão no mundo deverá cair 3%, para 30,1 milhões de hectares. No mercado paulista, o preço médio do algodão fechou a R$ 1,1478 a libra-peso, segundo o índice Cepea/Esalq.