Bahia terá banco de dados para a pesca e aqüicultura
Identificar os locais de produção e comercialização, onde e como as comunidades, empresas e entidades estão envolvidas nos processos de manejo, cultivo e beneficiamento dos produtos, é o que pretende a Bahia Pesca, empresa vinculada à Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri), com o Programa de Desenvolvimento Territorial da Pesca e Aqüicultura na Bahia. O programa foi iniciado esta semana e será estendido a todo o estado.
O programa prevê, em sua primeira fase, a ser concluída ainda no primeiro semestre de 2009, o cadastramento de todas as unidades, públicas e privadas, envolvidas com a pesca e aqüicultura no estado. E vai permitir, com base na coleta de dados, a elaboração de planejamentos estratégicos e programas nas ações de longo prazo, não apenas do Governo do Estado, mas de entidades civis, associações e colônias de pescadores, como também de empresas.
Além das unidades da Bahia Pesca – escritórios regionais, estações de piscicultura, unidades de beneficiamento de pescados – vão ser incluídas no programa as unidades de órgãos federais como o DNOCS, Codevasf e Ceplac, que têm atividades ligadas diretamente à pesca e aqüicultura, além de da rede privada, colônias e associações de produtores e pescadores.
Conforme explicou o diretor-presidente da Bahia Pesca, Isaac Albagli, o que existe atualmente é uma diversidade de entidades que desenvolvem atividades ligadas à pesca e aqüicultura no estado, sem que haja controle efetivo, por parte do Estado, dessas atividades. “O que estamos iniciando é uma revolução nesses dois setores, de forma a dinamizar os atuais programas e direcionar, de forma mais eficaz, os investimentos em programas a curto, médio e longo prazo”, diz Albagli.
Mapeamento – O presidente da Bahia Pesca afirmou que estudos técnicos já foram encomendados para que seja elaborado um programa de informatização de todo o sistema, criando um banco de dados e centralizando as informações, de forma a que o público interessado tenha acesso. “Serão informações de todas essas atividades no estado, atualizadas freqüentemente e realimentadas com informações colhidas por nossos técnicos e fornecidas pelo próprio público interessado”, diz.
Albagli cita como exemplo produtores da Região Oeste do Estado, que têm tanques para criação de tilápias, e têm que conseguir alevinos no Extremo Sul do Estado, porque não sabem onde conseguir o produto em sua região. “Com o banco de dados, essas informações podem ser acessíveis não apenas aos produtores, mas também aos investidores, quem terão uma idéia espacial dessas atividades, desde o cultivo, beneficiamento e comercialização”, explicou.
A partir desse mapeamento das atividades de pesca e aqüicultura, a Bahia Pesca irá ampliar a rede de assistência técnica, com a criação de mais cinco escritórios regionais (em locais a serem definidos), que irão se somar aos já existentes e às atuais estações de piscicultura, que funcionam como ponto de apoio técnico e referencial para produtores de uma forma a geral.
Segunda fase - Numa segunda fase do programa, a ser iniciada ainda este ano, a Bahia Pesca pretende fazer um levantamento dos recursos naturais com potencial para a aqüicultura, como barragens, represas, açudes e canais localizados nos perímetros de irrigação, e até mesmo o uso das águas salobras dos poços artesianos para a criação de tilápias, camarões e algas.
Fonte:
Assessoria de Comunicação / Bahia Pesca
Adilson Fonseca – Jornalista DRT-Ba 969
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