Commodities Agrícolas
Oferta insuficiente. Os preços do cacau deverão subir significativamente porque a produção global não acompanhará a demanda, afirmou o diretor de commodities agrícolas do Banco Fortis, Jonathan Parkman. "Temos déficit estrutural. Mesmo com uma queda no consumo [devido à crise financeira], precisamos elevar a produção. E isso não se faz da noite para o dia", disse o executivo. Em 2008, os preços da amêndoa subiram 31%, diante de especulações de que a produção seguiria a demanda. Neste ano, recuaram 12%, por preocupações com a recessão. Em Nova York, os contratos com vencimento em maio encerraram com queda de 73 pontos, para US$ 2.265 por tonelada. Em Ilhéus e Itabuna, o preço médio da arroba ficou em R$ 88,00, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.
Movimentos técnicos. Os contratos futuros do suco de laranja concentrado atingiram ontem a maior alta em quase um mês, impulsionados por compras especulativas e movimentos técnicos. Na bolsa de Nova York, os papéis com vencimento em maio subiram 415 pontos, ou 6,1%, para 72,60 centavos por libra-peso. Foi a maior alta desde 11 de fevereiro. Segundo analistas ouvidos pela agência Dow Jones, não havia nada novo para sustentar o mercado. "Talvez alguém realmente precisasse comprar e os vendedores estivessem cansados de preços tão baixos", disse um broker. Os papéis da commodity continuam com tendência de recuperação após atingir a maior baixa em 4 anos e meio no mês passado. No mercado paulista, a caixa com 40,8 quilos de laranja à indústria fechou a R$ 5, segundo o Cepea/Esalq.
Exportação decepciona. A queda no mercado de ações e a decepção com as vendas externas dos Estados Unidos acabaram derrubando os contratos futuros de soja na bolsa de Chicago. Os papéis para entrega em maio encerraram a US$ 8,5200 por bushel, com queda de 16,50 centavos. O recuo foi um contraste com o resultado do pregão anterior, quando o ânimo no mercado financeiro catapultou os preços de grãos. "Continuamos a olhar para o impacto das ações sobre a soja", disse à Dow Jones Brian Hoops, da Midwest Market Solutions. As exportações semanais de soja também influenciaram negativamente - 155 mil toneladas na semana encerrada no dia 26, o resultado mais baixo neste ano fiscal. No mercado interno, a saca fechou a R$ 44,80, com queda de 0,99%, segundo o indicador Cepea/Esalq.
Menos embarques. Os contratos futuros do trigo negociados no mercado americano encerraram o dia com a quinta queda em seis pregões, depois que um relatório do governo dos EUA mostrou que o país vendeu menos cereal do que o mercado esperava. A valorização do dólar também influenciou o resultado. Os exportadores embarcaram 285,2 mil toneladas na semana encerrada em 26 de fevereiro, recuo de 39% em relação a semana anterior e o menor volume em um mês. Analistas previam entre 300 mil a 500 mil toneladas. Com isso, os papéis negociados em Chicago, com entrega em maio, caíram 8 centavos, para US$ 5,15 por bushel. Em Kansas, a queda foi de 7 centavos, para US$ 5,60. No mercado paranaense, a saca de 60 quilos do trigo fechou a R$ 30,16, variação de 0,07%, segundo o Deral.