Animais valem quanto pesam e produtores só têm a ganhar
Apesar dos custos, a adesão de criadores às provas de ganho em peso (PGP) em bovinos tem sido cada vez mais comum na Bahia.
Uma das vantagens para os participantes, além da exposição midiática dos animais que se sobressaem, é o valor agregado quando da participação em concursos ou em leilões regionais ou nacionais.
Este é o caso, por exemplo, do criador Paulo Lacerda, que destaca as conquistas do seu rebanho nelore após a participação em provas de ganho de peso na Bahia e até em São Paulo. Lacerda vai apresentar alguns exemplares certificados em PGP, durante o Leilão Qualidade Nelore, dia 22, no Tatersal “Larissa Cavalcante”.
O evento está incluído na programação da 43ª Exposição Agropecuária, Industrial e Comercial de Conquista e 8ª Exposição Nacional, de 14 a 22, no Parque Teopompo de Almeida.
“É uma divulgação excelente para o criador e o rebanho”, comenta Lacerda, que inclui, no rol de eventos, provas em estação experimental da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA) e em Feira de Santana.
“Já fiz leilões em Vitória da Conquista com provas de ganho de peso e obtive um valor diferenciado, em torno de 20% a mais”.
ADEPTOS – Embora pouco na região, a PGP possui adeptos no sudoeste do Estado graças às modalidades diversas, o que contempla todo o rebanho, independentemente de raça. A prova é dividida em três modalidades: PGP Pasto, Confinamento e Dupla aptidão.
A prova a pasto, por exemplo, consiste no agrupamento de vários animais, geralmente da mesma raça, submetidos ao mesmo regime para que seja feito um comparativo entre eles.
De acordo com a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), a duração da prova – que faz parte do Programa de Melhoramento Genético de Zebuínos (PMGZ) – é de 294 dias, sendo 70 dias para um período de adaptação dos animais e 224 dias para o período de prova efetiva.
Nesse período, o animal fica confinado. Caso adoeça ou necessite de um tratamento diferenciado, é excluído da prova.
Ao final, é avaliado por ganho em peso, desempenho e carcaça, selecionando-se, assim, os de elite, superior, regular e inferior.
Os animais classificados como elite ou superior receberão o certificado de participação.
“Uma prova de ganho em peso deve ser feita com animais da mesma raça, embora numa mesma prova possa haver duas raças diferentes, mas como se fossem duas provas distintas”, diz o criador Paulo Lacerda.
O criador frisa que prefere a prova a pasto, em vez do confinamento, apesar de a primeira durar mais tempo. “Ela é mais barata e traz uma melhor realidade porque o boi brasileiro é criado a pasto, num ambiente natural, daí trazer uma resposta mais confiável nessa prova”, diz.
NUTRIÇÃO – O mais importante é o comparativo entre os animais, embora a nutrição também.
Os animais são pesados nas datas marcadas pela organização.
A pesagem ocorre no início, durante a prova e no final, com jejum de 12 horas. O ganho médio gira em torno de 1 kg/dia.