Provas das raças possuem regras específicas
A prova não avalia o desempenho das raças, por priorizar a formação de grupos contemporâneos, com animais juntos num só ambiente, submetidos a condições de igualdade a alimentação, clima e manejo.
Ainda segundo a ABCZ, tal situação “permite que a diferença no desempenho entre os animais seja altamente correlacionada às diferenças genéticas”.
Com base no que reza o regulamento das provas, o responsável técnico do escritório da ABCZ na Bahia, Simeão Machado Neto, sintetiza o funcionamento das mesmas, salientando que um dos componentes do índice classificatório é a avaliação de tipo pelo método EPMURAS, que consiste na observação da estrutura, precocidade, musculatura, umbigo, raça, aprumos e sexuais etc.
Cada modalidade tem regras próprias. No caso da PGP a pasto, por exemplo, a participação é exclusiva para animais do sexo masculino, portadores de RGN, com idade entre 213 e 303 dias, equivalente ao período de 7 a 10 meses.
VALORES – A classificação é definida pela ponderação dos valores do Ganho Médio Diário (GMD), do Peso Calculado aos 550 dias (PC550) e do método EPMURAS.
Os ganhos do criador, como melhoria do plantel, compensam os investimentos, diz Machado, da ABCZ.
“O investimento é rateado entre os participantes, que arcam com custos de ração, vacinas e vermífugos, por exemplo”. Os custos adicionais incluem a oficialização da PGP, no valor de R$ 48; diária técnica de meio salário mínimo; R$ 2,50 pela emissão de certificados por animal e R$ 9,81 por animal inscrito em PGP coletiva ou R$ 2,72 por animal em PGP individual.
Despesas para os técnicos avaliadores com deslocamento, refeição e hotel (se necessário) também são incluídas.