PIB baiano cresce menos que o nacional
O Produto Interno Bruto (PIB) baiano registrou expansão de 4,8% em 2008, de acordo com as estimativas finais para o período, calculadas pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria Estadual do Planejamento (Seplan). O desempenho da economia do Estado ficou um pouco abaixo do PIB brasileiro, que cresceu 5,1% no ano passado.
O resultado PIB baiano em 2008 foi determinado pela abrupta desaceleração dos indicadores no quarto trimestre do ano período considerado como o epicentro da crise internacional.
Após dois picos seguidos de expansão, registrando alta de 6,2% no segundo e terceiro trimestres do ano, o PIB estadual desacelerou entre os meses de outubro e dezembro, com tímido crescimento de 1,3%.
ESTIMATIVA Apesar da desaceleração, o diretor de indicadores e estatísticas da SEI, Edmundo Figueiroa, observa que a instituição é tradicionalmente conservadora em suas estimativas, e que o desempenho da economia no período 2008 ficou dentro do previsto. As informações locais foram divulgadas ontem, em coletiva à imprensa. Os dados, apesar de estimados, são consistentes em relação ao fechamento do ano, tendo em vista que as alterações em relação aos dados consolidados são mínimas.
O crescimento do Estado em 2008 ficou um pouco abaixo da média nacional, considerando que o PIB baiano fechou o período com expansão de 4,8%, contra 5,1% da economia brasileira. O destaque positivo da economia local no período ficou por conta da agropecuária, que registrou variação positiva de 5,6% em 2008. Foi justamente o setor agrícola que impediu uma maior desaceleração do PIB no quarto trimestre.
O setor operou em alta de 14,2% no período, em relação ao acumulado de outubro a dezembro do ano passado.
RECORDE A performance foi motivada pela produção recorde de 6,2 milhões de toneladas de grãos no ano passado, dos quais 2,7 milhões apenas em soja, conforme os dados da SEI. O diretor executivo da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (AIBA), Alex Rasia, observa que o desempenho do agronegócio no período tem vinculação direta com a comercialização da safra 2008. “O volume de produção que obtivemos em culturas como soja, milho e algodão compensou, pelo menos em parte, a queda nos preços no mercado internacional”, observa Rasia.
No extremo oposto do ranking de desempenho, o destaque negativo ficou com a indústria de transformação (que processa matérias-primas), com a retração de 7% em 2008, contra a expansão de 3,2% da indústria de transformação no País, considerando o mesmo período. O economista da Superintendência de Desenvolvimento Industrial da Federação das Indústrias da Bahia (Fieb), Marcus Verhaine, observa que, desde o início de 2007, a indústria de transformação baiana cresce a taxas inferiores à média nacional.
INDÚSTRIA O baixo desempenho da indústria baiana no último trimestre de 2008 decorreu das paradas não programadas e férias coletivas, feitas na emergência de gerenciar os estoques durante a crise. Após ter alcançado pico de 6,9% no volume de produção no primeiro trimestre do ano, em relação ao igual período do ano anterior, a indústria agregado do qual a indústria de transformação faz parte encerrou o quarto trimestre com retração de 1,6%, na comparação com o igual período do ano anterior.