Commodities Agrícolas

13/03/2009

Commodities Agrícolas

 


Forte alta. Os preços futuros do café arábica registraram forte alta ontem no mercado americano, atingindo o maior patamar em quase duas semanas. Segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg, o movimento altista foi resultado do aumento de oferta das torrefadoras. Os contratos com vencimento em maio fecharam o dia a US$ 1,1055 por libra-peso na bolsa de Nova York, com alta de 350 pontos (3,3%). Durante o dia, o grão chegou a atingir US$ 1,1295 por libra-peso, o maior preço desde 27 de fevereiro. Em Londres, o café robusta encerrou cotado a US$ 1.530 por tonelada, alta de US$ 91. No mercado interno, a saca de 60 quilos do café fechou a R$ 260,08, com alta diária de 1,34%, segundo o indicador Cepea/Esalq. No mês, a commodity acumula queda de 1,95%.
Demanda revigorada. Sinais de retomada da demanda por algodão animaram os investidores nesta quinta-feira, em sessão de alta do preço da commodity. Em Nova York, os contratos para maio avançaram 96 pontos, para 43,96 centavos de dólar por libra-peso. Em relatório, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) informou que as exportações americanas de algodão subiram 23% na semana encerrada em 5 de março em comparação com a semana anterior. À Bloomberg, Rogers Varner, presidente da Varner Bros., em Cleveland, disse que os dados sobre os embarques "sugerem um impulso para as vendas". No mercado doméstico, a arroba foi negociada por R$ 1,1298, uma alta de apenas 0,03%, segundo o índice Cepea/Esalq. No mês, em contrapartida, a queda acumulada é de 1,97%.

Exportações disparam. O forte avanço das exportações americanas de soja impulsionaram o preço do grão nesta quinta-feira. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), na comparação com a semana anterior, os embarques quadruplicaram na semana encerrada em 5 de março, para 837 mil toneladas. Em Chicago, os contratos para maio subiram 20 centavos, para US$ 8,82 por bushel. O mesmo movimento foi percebido no milho. Suas exportações cresceram 38% no mesmo intervalo, segundo o USDA. Os contratos do grão para maio subiram 20,75 centavos, para US$ 3,8525 o bushel. No mercado interno, a soja recuou 0,78%, para R$ 44,55 a saca de 60 quilos, segundo o Cepea/Esalq. O milho caiu 0,36%, para R$ 20,35 a saca, segundo o índice Esalq/BM&FBovespa.

Sem chuva na lavoura. A falta de chuvas pode afetar parte das lavouras de trigo dos Estados Unidos, o maior exportador mundial do cereal, o que deu o tom dos negócios com a commodity nesta quinta-feira. "Há preocupações com a situação climática", disse à Bloomberg Dan Kuechenmeister, gerente do departamento de commodities da RBC Dain Rauscher, em Mineápolis. "Partes do Texas e de Oklahoma ainda estão muito secas". Na bolsa de Chicago, os contratos com vencimento em maio subiram 16,75 centavos de dólar, para US$ 5,25 por bushel. Em Kansas, os papéis para maio avançaram 15 centavos, para US$ 5,76 por bushel. No Paraná, a saca foi negociada, na média, por R$ 29,24, uma queda de 1,15%, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral).