Vendas do comércio na Bahia cresceram 2,8% em janeiro
As vendas do comércio varejista da Bahia cresceram 2,8% em janeiro, em relação ao mesmo mês do ano passado. Em comparação com dezembro, houve leve retração de 0,5%.
Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) realizada em âmbito nacional pelo IBGE e divulgada, em parceria, pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Seplan.
Desde 2005, os resultados da PMC nos meses de janeiro vinham contrariando a típica redução no ritmo de vendas deste período, devido aos compromissos dos consumidores com impostos (IPTU e IPVA) e matrículas escolares.
Entretanto, neste ano, a taxa obtida não acompanhou a tendência dos anos anteriores, consequência da elevada base comparativa (em janeiro de 2008, o varejo havia crescido 10,0%) e da conjuntura econômica desfavorável.
As vendas do comércio baiano cresceram 14,6%, 5,13% e 12,59%, nos meses de janeiro dos anos de 2007, 2006 e 2005, respectivamente, em relação a janeiro dos anos anteriores.
Aumento – Em janeiro deste ano, dos oito ramos de atividades que compõem o indicador, cinco tiveram aumento de vendas. Os segmentos de Livros, jornais, revistas e papelaria (53,7%) e Outros artigos de uso pessoal e domésticos (35,8%) alcançaram os maiores incrementos.
Ampliaram as vendas, também, os ramos de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (5,1%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (3,0%) e Combustíveis e lubrificantes (0,6%).
"Como este segmento é menos influenciado pelo crediário e mais, pelos salários, seu desempenho foi menos afetado", explicou Edmundo Figueirôa, diretor de indicadores e estatísticas da SEI.
A taxa de 5,1% no grupo de Hipermercados e supermercados contribuiu para uma menor desaceleração do resultado do mês, pois esta atividade é a de maior peso para a formação do indicador geral.
Em baixa – Os mais acentuados recuos foram nas comercializações de Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-25,6%), Tecidos, vestuário e calçados (-9,4%) e Móveis e eletrodomésticos (-3,7%).
O segmento de Móveis e eletrodomésticos vinha crescendo desde setembro de 2003. Este é o segundo resultado negativo consecutivo – em dezembro passado, o segmento reduziu 1,7% –, deixando evidente que a crise financeira atingiu o segmento de bens duráveis.