Commdoties Agrícolas

16/03/2009

Commodities Agrícolas

 


Menos euforia. Os preços futuros do café reverteram no pregão de sexta-feira a tendência de alta dos dias anteriores e fecharam em queda na bolsa de Nova York. Segundo analistas, o recuo se deveu à queda no mercado financeiro americano. De acordo com Jaime Menahem, trader da Alaron Corp., de Miami, a queda no café "esteve completamente associada ao recuo na S&P. A situação econômica mundial permanece terrível". O índice Standard & Poor"s 500, das 500 ações mais negociadas, recuou em até 1,1% durante o dia. Com isso, os contratos com vencimento em maio fecharam a US$ 1,1015, com baixa de 40 pontos. No mercado paulista, a saca de 60 quilos do café fechou a R$ 259,55, com queda diária de 0,2% , segundo o indicador Cepea/Esalq. No mês, a commodity acumula queda de 2,15%.

Contra a tendência. Ao contrário de outras commodities agrícolas, os preços futuros do suco de laranja concentrado e congelado fecharam em alta na sexta-feira, na bolsa de Nova York. Os papéis com vencimento em julho subiram 120 pontos, para 76,25 centavos de dólar por libra-peso. Segundo analistas ouvidos pela Bloomberg, o movimento se deveu, desta vez, a especulações de que os Estados Unidos poderão superar a recessão e que, com isso, o consumo da bebida ganhe novamente volume no país. "Há uma ideia de que a economia dobrará a esquina. As pessoas passarão a comprar mais bens de luxo", disse James Cordier, da OptionSellers.com, na Flórida. No mercado paulista, a saca de 40,8 quilos do suco de laranja entrega à indústria fechou o dia a R$ 5, sem variação, segundo o Cepea/Esalq.

Mais soja nos EUA. Os agricultores americanos plantarão neste ano o maior volume de soja da história do país, avançando sobre as áreas de trigo e milho, segundo uma pesquisa da Allendale. A plantação subirá 6,2%, para 80.439 milhões de acres, contra os 75.718 milhões de acres em 2007/08. Será também 24% a mais que há dois anos. A estimativa supera também as projeções do USDA, divulgadas no último dia 27, de 77 milhões de acres plantados. O trigo, por sua vez, recuará 8,2% (para 57.977 milhões de acres), e o milho 0,7% (85.406 milhões de acres). Em Chicago, os papéis para maio fecharam a US$ 8,7650 por bushel, queda de 5,50 centavos. No Paraná, a saca de 60 quilos fechou a R$ 44,65, com alta de 0,22%, segundo o Cepea/Esalq. No mês, a commodity acumula perda de 0,11%.

Estoques maiores. As especulações de que os estoques de trigo dos Estados Unidos - os maiores exportadores mundiais do cereal - subirão mais que o esperado acabaram derrubando os preços da commodity no pregão de sexta-feira. A previsão seguiu-se a informações de incremento na produção do país e desaceleração nos embarques ao exterior. Os estoques de trigo dos EUA devem totalizar 712 milhões de bushels no ano fiscal que se encerra em 31 de maio, afirmou o USDA. É mais que a previsão anterior, de 655 milhões de bushels. Na bolsa de Chicago, os papéis para maio fecharam a US$ 5,1825 por bushel, recuo de 6,75 centavos. No mercado paranaense, a saca de 60 quilos ficou em R$ 29,14, com variação negativa de 0,34%, segundo a Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Deral).