Commodities Agrícolas
Petróleo puxa alta
Os preços futuros do açúcar fecharam em alta ontem, pelo segundo pregão consecutivo, impulsionados pela recuperação das cotações do petróleo no mercado internacional. A alta do petróleo estimula a demanda por combustíveis alternativos, como o etanol, segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg. Na bolsa de Nova York, os contratos para julho encerraram a 13,47 centavos de dólar por libra-peso, aumento de 12 pontos. Na bolsa de Londres, os contratos para agosto encerraram o pregão a US$ 394,30 a tonelada, com elevação de US$ 0,80. No mercado paulista, a saca de 50 quilos fechou ontem a R$ 49,37, elevação de 0,22%, segundo o índice Cepea/Esalq. A colheita da nova safra, a 2009/10, começa em abril para a maioria das usinas do Centro-Sul.
Grão de qualidade recua
Os preços futuros do café encerraram ontem em alta, na bolsa de Nova York, estimulados pela expectativa de oferta global apertada durante o ciclo 2009/10. A produção de grãos de café de qualidade, sobretudo dos países da América Latina, também deverá ser bem menor, segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg. O diferencial de preços entre os grãos da Colômbia, considerados premium, e os da bolsa de Nova York estão favoráveis aos grãos colombianos. Na bolsa de Nova York, os contratos para maio fecharam a US$ 1,1125 a libra-peso, com aumento de 50 pontos. Na bolsa de Londres, os contratos para maio fecharam a US$ 1.522 a tonelada, com recuo de US$ 8. No mercado paulista, a saca de 60 quilos fechou a R$ 257,49, com baixa de 0,44%, segundo o índice Cepea/Esalq.
Demanda menor
Os preços futuros do suco de laranja concentrado e congelado encerraram ontem com forte baixa, atingindo o menor patamar das últimas cinco semanas, após sinais de que a demanda pelo produto poderá recuar nos Estados Unidos por conta da crise financeira global. Na bolsa de Nova York, os contratos para maio fecharam a 73,65 centavos de dólar por libra-peso, com recuo de 260 pontos. Os estoques americanos de suco em janeiro aumentaram 42% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). A Flórida é o segundo maior produtor global de laranja, atrás do Brasil. No mercado paulista, a caixa de 40,8 quilos da laranja para as indústrias fecharam a R$ 5, segundo o índice Cepea/Esalq.
Lavoura deteriorada
Os preços futuros do trigo fecharam em alta, atingindo a maior cotação em um mês, com especulações de que as chuvas que deveriam dar um alento às lavouras de trigo das Grandes Planícies americanas não são suficientes para melhorar as condições das principais regiões produtoras. As lavouras de Kansas, a maior região produtora dos EUA, foram classificadas em 42% de boas para excelentes na semana encerrada no dia 12, ante 45% da semana anterior. Na bolsa de Kansas, os contratos para julho encerraram o dia a US$ 6,16 o bushel, com alta de 8,75 centavos. Na bolsa de Chicago, os contratos para julho ficaram em US$ 5,6475 o bushel, com aumento de 8 centavos. No mercado paranaense, a saca de 60 quilos fechou a R$ 28,84, recuo de 1,03%, segundo o Deral.