Commodities Agrícolas

19/03/2009

Commodities Agrícolas

 

Pressão externa

Quedas de preços de outras commodities, inclusive não agrícolas, e em Wall Street determinaram a desvalorização do suco de laranja ontem na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em maio encerraram a sessão a 70,90 centavos de dólar por libra-peso, em baixa de 55 pontos - mesma variação negativa dos papéis para entrega em julho, que fecharam a 73,10 centavos de dólar. Traders consultados pela agência Dow Jones Newswires ressalvaram que o volume de negócios foi pequeno, o que facilitou a pressão externa baixista em um dia de "mesmice" nos fundamentos. No mercado spot paulista, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias de suco permaneceu em R$ 5,00, em média, de acordo com levantamento do Cepea/Esalq.


Demanda incerta


O temor dos investidores com a fraca demanda por algodão puxou a baixa do preço da commodity no mercado futuro ontem, de acordo com analistas ouvidos pela Bloomberg. A crise econômica tende a afetar as compras da fibra por fabricantes de roupas e tecidos. No mês passado, a China, maior consumidora mundial da fibra e também a principal exportadora de tecidos, importou 41% menos algodão em comparação com o mesmo período de 2008. Em Nova York, os contratos da commodity com vencimento em julho fecharam em baixa de 102 pontos, aos 42,63 centavos de dólar por libra-peso. Em Primavera do Leste (MT), a arroba foi negociada por R$ 34,50, de acordo com levantamento realizado pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato).


De novo a Argentina


A expectativa de que a demanda pela soja americana aumente em virtude das taxas argentinas sobre as exportações voltou a elevar as cotações do grão ontem em Chicago, pela terceira sessão consecutiva. Os contratos com vencimento em maio fecharam a US$ 9,15 por bushel, em alta de 2 centavos de dólar, enquanto os futuros para entrega em julho subiram 2,25 centavos de dólar e alcançaram US$ 9,1175. Há um ano, lembrou um analista ouvido pela agência Bloomberg, as restrições da Argentina às exportações de fato ampliaram o apetite internacional pelo grão produzido nos EUA. Em Rondonópolis (MT), a saca de 60 quilos saiu, em média, por R$ 38,80, segundo a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato).


Estoques maiores


A renovada crença de aumento dos estoques de trigo nos Estados Unidos, decorrente da crise econômica e do crescimento global da produção, puxaram a queda do preço da commodity ontem, disseram analistas à Bloomberg. Na bolsa de Chicago, os contratos com vencimento em julho recuaram 22,25 cents, negociados por US$ 5,4250 o bushel. Em Kansas, os papéis que também vencem em julho caíram 22,25 cents, para US$ 5,9375 por bushel. Os estoques finais do cereal devem chegar a 19,4 milhões de toneladas no período de 12 meses que se encerra em 31 de maio, segundo o Departamento de Agricultura americano (USDA). No Paraná, a saca saiu, na média, por R$ 28,80, baixa de 0,14%, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral).