Produtor determina preço

24/03/2009

Produtor determina preço

 


Os contratos de milho para julho fecharam com queda de 0,25% na Bolsa de Chicago (CBOT), cotados a US$ 4,06 por bushel. De acordo com Paulo Molinari, da Safras & Mercado, as cotações do grão poderiam ter tido um movimento de alta em Chicago pois havia suporte da alta do petróleo, que subiu quase US$ 2 por barril. "Era um dia de certo otimismo, mas o produtor americano está vendendo muito no mercado interno americano, e essa oferta está segurando o preço", afirma Molinari. Além disso, continua o especialista, a exportação semanal americana não foi boa, menor que na semana anterior. Para a próxima semana existe a expectativa do relatório Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda). "O mercado interno brasileiro continua lento, a comercialização limitada e sem volatilidade no preço".

Os contratos de trigo para julho fecharam em baixa de 0,13%, cotados a US$ 5,6175 por bushel, na CBOT. Já os de soja com vencimento em julho encerraram em alta de 0,32%, cotados a US$ 9,52 por bushel. Os contratos de farelo de soja com vencimento em julho fecharam em queda de 0,71%, cotados a US$ 293,70 por tonelada curta. Os contratos de óleo de soja com vencimento em julho fecharam em alta de 2,68%, negociados a 33,39 centavos de dólar por libra-peso.


Café


Os preços do café subiram ontem pelo sexto pregão consecutivo devido à especulação de que os cafeicultores no Brasil, maior produtor do mundo, vão desacelerar as vendas à medida que o dólar se enfraquece em relação ao real. O dólar caiu 1,3% ontem em relação ao real, que ganhou 5,9% contra a moeda americana este mês. O café é vendido, em sua maioria, em dólares nos mercados exportadores, de maneira que o real mais forte acaba com o apelo das remessas fora do Brasil, disse James Calcagnini, presidente da East Coast Services, em Nova York.

"Muito da movimentação está relacionada ao dólar", disse Calcagnini, "Observar o dólar em relação ao real é muito importante. À medida que o real ficar mais forte, vai haver menos café no mercado".

Os índices para o café arábica para entrega em maio subiram US$ 1,3 centavos, ou 1,1%, para US$ 1,175 a libra (453,5g) na ICE Futures U.S. em Nova York. Os preços do café subiram 5,5% na semana passada, a maior recuperação para um contrato mais ativo desde dezembro.

Os valores mobiliários americanos em processo de recuperação também sinalizaram uma demanda maior por commodities, o que estimulou os preços do café, disse Calcagnini. O Standard & Poor""s 500 Index saltou 4,8% devido à especulação de que o plano do governo de livrar os bancos dos ativos tóxicos vá reanimar a economia. "Em solidariedade com a alta do mercado de ações, estamos seguindo um pouco o exemplo", disse Calcagnini.