Sobe a procura por títulos agrícolas

30/03/2009

Sobe a procura por títulos agrícolas

 


Com a queda das taxas básicas de juros e a disposição menor dos bancos grandes em captar via CDBs (Certificados de Depósitos Bancários), investidores estão buscando alternativas mais vantajosas de renda fixa. Entre os destaques, estão as Letras do Crédito do Agronegócio (LCAs) e as Letras de Crédito Imobiliário (LCIs). Na Cetip, principal custodiante dos papéis, o volume estocado de LCAs subiu R$ 3,3 bilhões em fevereiro de 2008 para R$ 7,2 bilhões neste ano. O de LCIs passou de R$ 7,9 bilhões para R$ 10,8 bilhões, no período: altas de 118% e 36,7%, respectivamente.

De acordo com o presidente do Conselho de Administração da Cetip, Edgar da Silva Ramos, as vantagens desses papéis são a isenção do pagamento do Imposto de Renda, o que não ocorre com fundos de investimento. Na média, os bancos vêm oferecendo para esses títulos rentabilidades de 90% a 92% do CDI (taxa cobrada em empréstimos interbancários, que segue a variação do juro básico Selic). “Seria equivalente a um CDB pagando 115% do CDI com resgate antes de seis meses, em que o IR seria de 22,5%”, compara.

Mas os papéis, geralmente, são oferecidos apenas a clientes de alto padrão. Diferentemente do que aconteceu nos Estados Unidos, Ramos diz que não há risco de inadimplência de agricultores ou incorporadoras que prejudiquem o investidor. Aqui, o risco é assumido pelo banco que vende o papel. No Banif, as aplicações são oferecidas acima de R$ 100 mil, mas só a quem tem mais de R$ 1 milhão no banco.