Wagner, a política e a gestão: um documento

"A Bahia era um risco no chão; quem está a favor, quem está contra. Agora, isso aqui é uma pluralidade e eu me orgulho muito disso".
Entrevista por Samuel Celestino / Fotos: Roberto Viana /Agecom
SAMUEL CELESTINO: Governador, quero dividir esta entrevista em duas partes: uma administrativa, e a segunda política. Vou começar pela administração. O senhor foi eleito para governar quatro anos, e tem grandes possibilidades para fazer um segundo mandato. Admitamos que o senhor fique apenas nos quatro anos para os quais foi eleito, que legado acha que deixará para o Estado da Bahia em termos de obras?
GOVERNADOR JAQUES WAGNER: O primeiro legado será a modernização da máquina administrativa do Estado. Apesar do que se falava muito de gestão nos governos anteriores, eu encontrei uma máquina administrativa, à exceção da Secretaria da Fazenda, que se preparou bem, pelo ponto de vista da informatização e da modernidade, embora estejamos melhorando, as outras secretarias e a estrutura de gestão do Estado eram, em minha opinião, muito arcaicas. Os sistemas internos não se conversavam. Agora introduzimos um grupo de tecnologia da informação para modernizar, estamos modernizando toda a gestão e informatização da gestão em saúde, em educação, o próprio DETRAN, que estava extremamente ultrapassado. Do ponto de vista das ferramentas para a gestão e a própria transparência, que cada vez é mais buscada na gestão pública, eu tenho tranquilidade para dizer que vamos entregar um Estado muito mais moderno do que aquele que recebi para os próximos gestores.