Commodities Agrícolas

02/04/2009

Commodities Agrícolas

 


Vendas especulativas

Os preços futuros do café fecharam em queda ontem, nas bolsas internacionais, como reflexo das vendas especulativas no mercado, após os recentes ganhos observados nos últimos pregões. Na bolsa de Nova York, os contratos de café para julho fecharam a US$ 1,1645 a libra-peso, com recuo de 125 pontos. Na bolsa de Londres, os contratos para julho encerraram a US$ 1.530 a tonelada, com baixa de US$ 27. Segundo analistas ouvidos pela Reuters, as tradings estão com pouco crédito para tomarem posições em commodities, o que tem tirado o suporte dos preços. No mercado paulista, a saca de 60 quilos fechou a R$ 264,85, com alta de 0,55%, segundo o índice Cepea/Esalq. A comercialização no mercado interno segue lenta, segundo analistas.


Movimento técnico


Os preços futuros do suco de laranja concentrado e congelado fecharam em queda ontem, pressionados por movimentos de realização de lucro e também pelo clima chuvoso na região produtora da Flórida, segundo analistas ouvidos pela Reuters. Na bolsa de Nova York, os contratos para julho encerraram a 77,15 centavos de dólar por libra-peso, com de 175 pontos. Analistas ouvidos pela Reuters afirmaram que a colheita da laranja valência avança nos Estados Unidos, com 4,575 milhões de caixas colhidas até o dia 30, 31,5% acima em relação à semana anterior. No mercado paulista, a caixa de 40,8 quilos da fruta negociada para as indústrias encerraram a R$ 4,75, segundo o índice Cepea/Esalq. A demanda segue firme no mercado interno.


Petróleo pressiona


A venda de fundos, a queda dos preços do petróleo e vendas de produtores americanos puxaram a queda ontem dos preços futuros do milho na bolsa de Chicago, segundo analistas ouvidos pela agência Reuters. Os contratos para julho encerraram o pregão a US$ 4,0625 o bushel, com baixa de 8,50 centavos. A queda do petróleo torna o milho para a produção de etanol inviável, uma vez que o petróleo mais barato tira a competitividade dos combustíveis alternativos. Analistas estão atentos ao clima na região produtora do cinturão de milho americano, segundo informou a agência Reuters. Em São Paulo, a saca de 60 quilos fechou ontem a R$ 21,01, segundo o índice Cepea/BM&FBovespa. Os leilões do governo têm dado suporte aos preços no mercado interno.


Cereal russo em análise


Os preços futuros do trigo fecharam em queda ontem nas bolsas americanas, pressionados por realização de lucros por parte dos fundos. Na bolsa de Kansas, os contratos para julho encerraram o pregão a US$ 5,3825 o bushel, com recuo de 7 centavos. Em Chicago, os contratos para julho fecharam a US$ 5,77 o bushel, com baixa de 7,25 centavos. Governo e indústrias brasileiras analisam a possibilidade de importar trigo da Rússia, uma vez que a Argentina, maior exportador do cereal para o Brasil, teve forte quebra da safra. O trigo russo não tem todas as características necessárias às indústrias, mas deve ser uma melhor opção que o trigo gaúcho, segundo informou um empresário brasileiro do setor moageiro à Reuters. No Paraná, a saca de 60 quilos fechou a R$ 29,02, segundo o Deral.