Parceria incrementa ações para recuperar microbacias na Bahia

15/04/2009

Parceria incrementa ações para recuperar microbacias na Bahia

 

 

Revitalizar microbacias do Estado integrando a produção agrícola, em base sustentável. Com este enfoque, a secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária, Seagri, através da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola. (EBDA), está realizando um levantamento de áreas prioritárias, na Bahia, para estabelecer a participação da empresa, através de convênio de cooperação, no Projeto Nacional de Microbacias Hidrográficas e Conservação de Solo na Agricultura, desenvolvido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

O programa tem por objetivo o desenvolvimento rural de forma integrada e sustentável, tendo a microbacia hidrográfica como unidade de planejamento, a organização dos produtores como estratégia para promover a melhoria da produtividade agrícola, e o uso de tecnologias adequadas sob o ponto de vista ambiental, econômico e social.

As principais ações são as capacitações de técnicos e agricultores, a difusão de tecnologias apropriadas em manejo e conservação de solos, a introdução de práticas de cobertura de solo, as práticas de agricultura orgânica e agroflorestais, e de preservação e uso sustentável dos recursos hídricos, a implantação de viveiros de plantas, a recomposição de matas ciliares, a calagem e gessagem do solo, dentre outras atividades.

Segundo Emerson Leal, presidente da empresa, o acordo com o Ministério já está definido, e para a assinatura do convênio estão sendo feitos ajustes em função da EBDA já realizar um trabalho com microbacias, incluindo a produção agrícola em bases sustentáveis. “A formalização desta parceria vai permitir o aporte de mais recursos para uma área estratégica para o Estado, que é a preservação do meio ambiente, em conciliação com a produção agrícola nas bacias hidrográficas e seus entornos. Com a parceria espera-se ampliar a atuação da empresa e o número de parceiros no apoio às atividades agrícolas”, disse Emerson.

O projeto

Uma equipe multidisciplinar, coordenada pelo diretor de Agricultura da EBDA, Hugo Pereira, é responsável pela adequação do projeto a ser implantado na Bahia, que, segundo previsão, deverá ser assinado até o final de abril. “É fundamental o trabalho de preservação e recuperação das microbacias, associado aos aspectos produtivos, uma vez que os agricultores, que estão nas bacias e seus entornos, necessitam de produção para o sustento de suas famílias, e que esta produção tenha o menor impacto possível no meio ambiente”, declarou Hugo.

Para o diretor, a degradação ambiental, tanto do solo como dos cursos d’água, no país, e particularmente na Bahia, tem sido um dos fatores de empobrecimento do agricultor familiar que, sem saída, migra para as cidades na busca de oportunidades de emprego, abandonando suas famílias e fazendas. “As ações voltadas para a reestruturação dessas áreas, com sustentabilidade, geram a confiança em novas oportunidades de trabalho, produção e renda familiar”, concluiu.

Microbacias do Rio São Francisco

A EBDA já desenvolve o Projeto de Recuperação de Microbacias do Rio São Francisco, com base nos princípios da Política Nacional de Recuperação do Meio Ambiente, que beneficia 3.200 famílias, prioritariamente nos assentamentos de Reforma Agrária, nos municípios de Barra, Bom Jesus da Lapa, Morro do Chapéu, Oliveira dos Brejinhos e Sítio do Mato, com unidades de intervenção no Rio Grande, Rio da Rãs, Rio Salitre, Riacho Mulungu, Riacho Caracol e Riacho dos Cavalos.

O projeto contempla metas de preservação e recuperação ambiental nos afluentes da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, visando aumentar a quantidade e a qualidade dos recursos hídricos disponíveis, e com ações de fins educativos e de conscientização ambiental da população. As ações ainda compreendem a construção de viveiros de mudas, de proteção de nascentes, construção de dissipadores de energia, de barragens subterrâneas e de bacias de captação de águas pluviais, além de seminários para formação de técnicos e agricultores.

Com a execução deste projeto, as expectativas são de um aumento das áreas de preservação, nas propriedades, de diminuição dos problemas de assoreamento e entulhamento dos rios e açudes, da melhoria da qualidade da água e de diminuição dos riscos de contaminação com o descarte de materiais poluentes, de aumento da produtividade e diversificação das lavouras, e o comprometimento dos agricultores com a recuperação e preservação do meio onde vivem, entre outros resultados esperados.


Fonte:
EBDA/Assimp,
Tel.: (71) 3115 1803