Ritmo da retomada do emprego no campo é lento

17/04/2009

Ritmo da retomada do emprego no campo é lento

 

Seis meses após o agravamento da crise financeira, o saldo da oferta de emprego na agropecuária voltou a ficar positivo em março, mas ainda inferior ao registrado no mesmo período de 2008. De acordo com levantamento do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), no mês anterior as contratações superaram em 7,23 mil o número de demissões - há exato um ano o saldo dos postos de trabalho criados no campo foi de 15,4 mil.

O resultado de março ameniza as baixas acumuladas desde o início do ano mas ainda reflete as consequências da crise no agronegócio brasileiro. São menos 3,9 mil empregos no primeiro trimestre ante um saldo positivo em 48,7 mil vagas registrado no mesmo período do ano passado. Apesar da recuperação do emprego também verificada na agroindústria em março em função do desempenho das usinas de álcool, a atual condição econômica reprimiu a criação de 23 mil postos de trabalho no setor sucroalcooleiro em 2009, de acordo com dados da União da Indústria de Cana-de açúcar (Unica).

No segmento de máquinas agrícolas as vagas perdidas já somam mais de 1,5 mil. Para aliviar o impacto da crise nesse e em outros setores, o CMN decidiu também aprimorar o mecanismo de compras oficiais por meio de contratos de opção de venda. Foi autorizada aplicação adicional de até 10% sobre o preço mínimo nas negociações e elevado o volume de recursos para capital de giro nas linhas do Programa de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária (Prodecoop) em mais R$ 300 milhões, chegando a um total de R$ 2 bilhões.

O Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota) ganhou mais R$ 50 milhões. A Linha Especial de Crédito foi estendida a empresas integradoras de aves e suínas, que poderão tomar, cada uma, R$ 20 milhões para capital de giro, além dos R$ 50 milhões para investimentos.