Cooperativa investe para elevar embarque de castanha-de-caju Cibelle Bouças |
A Cooperativa dos Beneficiadores Artesanais de Castanha de Caju ( "Atualmente a exportação é feita por uma trading e nossa intenção é exportar diretamente aos clientes", afirma Medeiros. A cooperativa, que em 2005 exportou 32 toneladas de castanha-de-caju para países da Europa, já enviou 45 toneladas este ano e tem encomenda para outras 90 toneladas. A expansão foi possível graças ao investimento da cooperativa na industrialização da amêndoa. Nesse fim de semana, a Coopercaju inaugurou uma central de classificação e três mini-fábricas de beneficiamento de castanha-de-caju no Estado. Com isso, triplicou a sua capacidade de processamento, para 200 toneladas por ano. Medeiros diz que antes, os 162 cooperados vendiam a maior parte de sua produção a outras indústrias. Com a industrialização, conseguiram elevaram seus ganhos - o preço da castanha in natura é de R$ 1,10 por quilo, contra R$ 8 o quilo da amêndoa beneficiada. "Os produtores estão conseguindo uma renda mensal de R$ 1,3 mil". O projeto recebeu investimento de R$ 762 mil e faz parte de um programa de incentivo criado pela Fundação Banco do Brasil. Além da cooperativa, a entidade também incentivou a instalação de fábricas no Ceará, Piauí e Bahia, oferecendo aporte de R$ 5 milhões. Segundo Jacques Pena, presidente da Fundação Banco do Brasil, há projetos para instalação de unidades na Bahia e no Maranhão até 2007. "Uma central semelhante será inaugurada em breve no Piauí", diz Pena. O Brasil produz em média 200 mil toneladas de castanha-de-caju por ano. Deste total, 90% é exportado. O Rio Grande do Norte é o terceiro maior produtor (atrás do Ceará e Piauí), com média de 35 mil toneladas por ano. A amêndoa é um dos principais itens da pauta de exportação do Estado, tendo rendido em 2005 US$ 44 milhões. |
Cooperativa investe para elevar embarque de castanha-de-caju
14/03/2006