Commodities Agrícolas

27/04/2009

Commodities Agrícolas

 

Índia no mercado. Os preços futuros do açúcar fecharam com forte alta na sexta-feira, nas bolsas internacionais, após especulações de que a Índia, maior consumidor mundial do produto, vai aumentar suas importações, uma vez que registra queda drástica da produção, segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg. Na bolsa de Nova York, os contratos para julho encerraram o dia a 14,18 centavos de dólar por libra-peso, com aumento de 51 pontos. Em Londres, os contratos para outubro fecharam a US$ 415,60 a tonelada, com elevação de US$ 7,10. As indústrias da Índia querem que o governo aumente as cotas para importação de açúcar demerara para reindustrialização. Em São Paulo, a saca de 50 quilos fechou a R$ 45,84, segundo o índice Cepea/Esalq. No mês, a valorização é de 2,68%.
 
Dólar baixo dá suporte. Os preços futuros do café fecharam em alta na sexta-feira, nas bolsas internacionais, impulsionados pela queda do dólar sobre outras moedas estrangeiras. Analistas ouvidos pela agência Bloomberg afirmam que o dólar em queda estimula a demanda global por commodities. Na bolsa de Nova York, os contratos para julho fecharam a US$ 1,1945 a libra-peso, com aumento de 120 pontos. Na bolsa de Londres, os contratos para julho encerraram a US$ 1.510 a tonelada, alta de US$ 20. A oferta apertada de café colombiano, considerado de alta qualidade, também tem dado suporte às cotações do grão no mercado internacional. No mercado paulista, a saca de 60 quilos fechou a R$ 264,56, segundo o índice Cepea/Esalq. No mês, a alta acumulada é de 4,56%.
 
Importação chinesa. Os preços futuros do algodão fecharam em queda na sexta-feira, puxados por notícias de que a China, maior consumidor global da pluma, deverá elevar suas importações, segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg. Na bolsa de Nova York, os contratos para julho encerraram o dia a 52,70 a libra-peso, com aumento de 59 pontos. Os fundos e especuladores também aumentar sua posição no mercado, com compra de contratos. Os produtores americanos poderão reduzir a área de algodão 6,9%, de acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A área plantada na China também deverá recuar. No mercado paulista, o algodão fechou a R$ 1,1349 a libra-peso, segundo o índice Cepea/Esalq.
 
Melhora no tempo. Os contratos futuros do milho registraram queda na sexta-feira, com especulações de que o tempo mais quente e seco em parte do Meio-Oeste americano permitirá aos fazendeiros acelerar o plantio. "Quanto mais cedo as sementes estiverem no chão, melhor será o resultado", disse à Bloomberg Don Roose, da U.S. Commodities, em West Des Moines, Iowa. Cerca de 5% da lavoura de milho dos EUA foi semeada até o dia 19 de abril, segundo informou o USDA. A média nos cinco anos anteriores foi de 15% para o mesmo período. Os papéis com vencimento em julho encerraram com queda de 4,25 centavos na bolsa de Chicago, a US$ 3,8575 por bushel. No mercado interno, a saca de 60 quilos do milho fechou a R$ 21,68, com alta diária de 0,73%, segundo o Cepea/Esalq.