Quilombolas de Maragojipe querem atenção para conflitos de terra

07/05/2009

Quilombolas de Maragojipe querem atenção para conflitos de terra


Enseada, São Francisco do Paraguaçu, Guapira, Salaminas, Batatã, Guaruçu são seis das 11 comunidades quilombolas de Maragojipe que pediram atenção, durante na I Conferência de Promoção da Igualdade Racial que acontece na cidade, para os conflitos pela posse da terra que herdaram de seus ancestrais.

Integrantes do Grupo de Trabalho Quilombo apresentaram fotografias e denunciaram ameaças que sofrem de supostos proprietários das terras de onde, há décadas, tiram o seu sustento. Organizada pela Secretaria Municipal de Reparação Racial, o debate reuniu aproximadamente 150 pessoas na Associação Atlética local.

A secretária de Promoção da Igualdade, Luiza Bairros, falou sobre as contradições entre a luta dos movimentos sociais e a ação do Estado.

Ela entende que a conferência é uma conversa da sociedade com o poder público para encontrar caminhos que possam ser adotados pela prefeitura e pelo Estado para superar os efeitos do racismo e das desigualdades.

"Temos que superar a idéia alimentada, há anos, de que os negros são pessoas inferiores e subordináveis, apesar de todas as provas contrárias já dadas ao longo dos tempos", afirmou.

Avaliação - Ela lembra que o momento deve ser dedicado também à consolidação dos planos municipais e da avaliação crítica do Plano Estadual de Políticas de Promoção da Igualdade.

Maragojipe, junto com Feira de Santana, Nilo Peçanha, Ituberá e Ilhéus, encerram uma maratona de conferências realizadas em 133 municípios, visando as etapas estadual e nacional da atividade, que acontecem respectivamente, de 24 a 26 de maio, em Salvador, e de 25 a 28 de junho, em Brasília.

O objetivo é a avaliação dos avanços, desafios e perspectivas da Política Estadual de Promoção da Igualdade Racial na Bahia e no Brasil.

Das conferências no interior do estado, saem os delegados da estadual, quando serão eleitos os representantes da Bahia para a etapa nacional.