Trigo tem 3ª alta seguida
Os contratos de trigo para julho fecharam em alta de 2,06%, cotados a 5,7025 o bushel, na Bolsa de Chicago (CBOT). Informações de que o inverno vai trazer fracos rendimentos ao trigo nos Estados Unidos, além de atrasos ocorridos na plantação do trigo de Primavera foram decisivos para a valorização do cereal.
De acordo com analistas, os rendimentos médios da lavoura em Kansas (EUA) deve apenas ficar dentro das médias, ou seja, não será suficiente para compensar as perdas ocorridas em Oklahoma e no Texas.
Além disso, a demanda continua aquecida pelo trigo americano. Segundo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda) as exportações líquidas semanais do cereal do País totalizaram 386,300 mil toneladas (semana encerrada em 30 de abril). Os analistas esperavam vendas entre 200,000 mil e 450,000 mil toneladas métricas. Na semana anterior, as exportações somaram 251,200 mil toneladas.
Instabilidades na China
Os preços da soja caíram depois de registrar a maior alta em sete meses em meio às especulações de que a China, maior comprador mundial, pode diminuir suas importações com medo de que os lucros com a fabricação de ração animal e óleo de cozinha possam sofrer queda. Os contratos com vencimento em julho encerraram em queda de 1,43% na CBOT cotados a 11,02 por bushel.
Os compradores chineses pediram a seus fornecedores estrangeiros para adiar a entrega de pedidos de 500 mil toneladas de soja até junho, informaram dois executivos de companhias do setor. Alguns importadores podem ter cancelado compras de 300 mil toneladas, afirmaram outros dois executivos. Até a última quarta-feira, os as cotações do grão haviam registrado ganho de 14% desde o dia 28 de abril.
"As pessoas estão tensas com relação à China", afirmou Greg Wagner, analista de mercado na AgResource em Chicago. "O consumo chinês fez com que o mercado operasse em alta, mas também pode quebrá-lo."