Commodities Agrícolas
Fundos compram mais
Em uma sessão marcada por forte oscilação dos preços, o açúcar fechou ontem em leve alta. Parte da grande volatilidade foi atribuída a uma ação mais forte dos fundos especulativos nos negócios. "Novo dinheiro dos fundos está entrando em todos os mercados. Eles estão comprando, comprando, comprando, e quando estão satisfeitos, as coisas entram em queda livre", disse Joseph Ricupero, analista da MF Global. Os contratos para julho, por exemplo, chegaram a atingir seu maior patamar em três anos, mas acabaram subindo apenas 11 pontos em Nova York, para 15,72 centavos por libra-peso. Os papéis para outubro avançaram 24 pontos, para 16,37 centavos. No mercado interno, o preço da saca de 50 quilos caiu 0,67%, para R$ 44,70, segundo o indicador Cepea/Esalq.
Receio com a demanda
Em meio à preocupação dos investidores com a demanda por cacau, os preços da commodity caíram ontem e, com isso, encerraram a sessão em seu menor nível em quase cinco semanas. O ritmo de consumo da amêndoa deve recuar no período de um ano que terminará em 30 de setembro, segundo projeção da Organização Internacional do Cacau feita na segunda-feira. Em Nova York, os contratos para julho recuaram US$ 93, para US$ 2.377 por tonelada, a menor cotação do papel desde 8 de abril. Em Londres, os contratos também para julho caíram 79 libras esterlinas, para 1.640 libras por tonelada. Em Ilhéus e Itabuna (BA), a arroba saiu, na média, por R$ 83,30, sem variação em relação ao dia anterior, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau (CNPC).
Pouca chuva na Flórida
Os contratos futuros do suco de laranja concentrado e congelado subiram ontem para seu maior nível em sete meses em virtude das especulações de que a seca que assola a Flórida - o segundo maior produtor mundial, após o Brasil - possa reduzir a próxima safra. De acordo com o Weather Service, boa parte das regiões central e sul do Estado americano receberam entre 25% e 50% da precipitação normal para esta época do ano. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), áreas produtoras de citros sofreram bastante com a seca até o início do mês. Com isso, papéis para julho subiram 195 pontos na bolsa de Nova York, para 94,25 centavos de dólar por libra-peso. Os contratos para setembro avançaram 175 pontos, para 96,60 centavos por libra-peso.
Série de altas acaba
O anúncio feito pela China de venda de estoques de passagem de algodão, entre outras commodities, puxou a baixa do preço da fibra ontem. Com o recuo, o algodão interrompeu uma sequência altista de nove pregões consecutivos, a mais longa valorização ininterrupta desde junho de 1976. Os chineses vão aguardar o momento apropriado para as vendas, segundo o anúncio, feito na segunda-feira. Os volumes a serem negociados não foram divulgados. Em Nova York, os contratos com vencimento em julho fecharam em baixa de 22 pontos, para 60,32 centavos de dólar por libra-peso. Os papéis para outubro recuaram 52 pontos, para 61,61 centavos por libra-peso. No mercado interno, o algodão saiu por R$ 1,2506 por libra-peso, alta de 0,73%, segundo o Cepea/Esalq.