Commodities Agrícolas

15/05/2009

Commodities Agrícolas

 

Os preços futuros do açúcar subiram ontem pela terceira vez em quatro pregões em Nova York. Segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg, o movimento altista se deve ao temor crescente de que o déficit na produção global irá aumentar. No mundo, a demanda pelo açúcar deverá exceder em até 7,8 milhões de toneladas a produção até o ano fiscal que se encerra em 30 de setembro. Se confirmado, é um buraco ainda maior que os 4,3 milhões de toneladas previstos anteriormente pela Organização Internacional de Açúcar. Com isso, os papéis com vencimento em julho subiram 7 pontos (0,5%), para 15,47 centavos por libra-peso. No mercado interno, a saca de 50 quilos fechou a R$ 44,14, queda de 0,25%, segundo o indicador Cepea/Esalq.

Menos oferta

Os preços futuros do café subiram ontem pela quarta vez em cinco pregões na bolsa de Nova York, na medida em que fornecedores da Colômbia e América Central estreitam a oferta. A Colômbia é o segundo maior produtor de café do mundo depois do Brasil. Segundo Gabriel Silva, CEO da Federação Nacional de Produtores de Café da Colômbia, a produção do país deverá cair em até 8,7% neste ano, para 10,5 milhões de sacas. "Há uma contínua falta de bons grãos da Colômbia, Nicarágua e Guatemala", disse à Bloomberg Raymond Keane, da importadora Balzac Bros & Co., da Carolina do Sul. Com isso, os contratos para julho subiram, em Nova York, 85 pontos, para US$ 1,28 por libra-peso. No mercado interno, a saca ficou em R$ 269,01, segundo o Cepea/Esalq.

Mais exportações

A soja atingiu ontem a maior cotação em sete meses na bolsa de Chicago. De acordo com o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), os embarques da oleaginosa para o exterior nas quatro últimas semanas encerradas em 7 de maio foram mais que o dobro do mesmo período do ano passado. As vendas externas de farelo registraram, sozinhas, uma guinada de 92%. O USDA também divulgou a venda de mais 120 mil toneladas de soja à China. "As exportações estiveram melhor que o esperado na semana passada, e a China ainda aumentou o volume", disse Roy Huckabay, do Linn Group, à Bloomberg. Os papéis para julho subiram 19,5 centavos, a US$ 11,475 por bushel. No mercado interno, a saca fechou a R$ 50,81, alta de 1,01%, segundo o Cepea/Esalq.

Chuva nos EUA

Em uma reversão de tendências, os preços futuros do trigo negociados em Chicago fecharam em alta, diante de expectativas de que as chuvas podem adiar ainda mais o plantio em Dakota do Norte, maior produtor da variedade de primavera nos EUA. Segundo especialistas, as chuvas podem deixar o solo com muita lama para semear. Ao mesmo tempo, o tempo frio ameaça as lavouras no norte das Grandes Planícies. "O que mais pode dar suporte ao trigo de primavera neste momento é a inabilidade de se plantar em Dakota do Norte", disse à Bloomberg Darrell Holaday, presidente da Advanced Market Concepts, em Manhattan, Kansas. Os contratos para entrega em julho subiram 4,5 centavos, para US$ 5,9325 por bushel. No Paraná, a saca fechou a R$ 28,49, segundo o Deral.