Commodities Agrícolas
Realização de lucros. O preço do café no mercado futuro encerrou a sessão de sexta-feira em leve baixa em Nova York, pressionado por um movimento de realização de lucros ocorrido no fim do dia, segundo traders ouvidos pela Dow Jones Newswires. Os contratos com vencimento em julho recuaram 70 pontos, para US$ 1,3690 por libra-peso. Ao longo do dia, a cotação chegou a se aproximar de seu maior nível em oito meses, impulsionada pelas altas de outras commodities e também pela baixa do dólar. Em Londres, os contratos para julho caíram US$ 23, para US$ 1.516 por tonelada. No mercado doméstico, o preço da saca de 60 quilos caiu 0,76% na sexta-feira, para R$ 269,85, segundo o índice Cepea/Esalq. Em maio, a alta acumulada é de 4,89%.
Menos furacões. Os preços futuros do suco de laranja concentrado e congelado registraram na sexta-feira a primeira alta na semana, na medida em que a queda do dólar elevou mais uma vez o apetite pelas commodities. Segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg, a alta também foi influenciada pela perspectiva de um número de furacões "dentro do normal" neste ano na costa americana, onde está a Flórida, o maior produtor de laranja dos EUA. Previsões do governo apontam para três grandes tempestades tropicais, apenas um a mais que no ano passado. Com isso, os papéis com vencimento em setembro subiram 185 pontos em Nova York, para 94,85 centavos por libra-peso. No mercado paulista, a caixa de laranja de 40,8 quilos vendida às indústrias saiu por R$ 4,00, segundo o Cepea/Esalq.
De olho na China. Com as altas sucessivas do preço da soja no mercado futuro, parte dos investidores passou a temer que a China, maior importador mundial da commodity, reduza seu ritmo de compras nos próximos meses - a cotação do grão está em seu maior patamar em sete meses. Na sexta-feira, com isso, o preço do grão caiu pela primeira vez na semana. Os contratos de soja para agosto recuaram 2,50 centavos de dólar na bolsa de Chicago, para US$ 11,34 por bushel. A China importou o volume recorde de 13,9 milhões de toneladas nos primeiros quatro meses do ano, segundo dados oficiais. Em Primavera do Leste (MT), a saca de 60 quilos de soja foi negociada na sexta-feira por R$ 43,70, de acordo com o Instituto Mato-Grossense de Economia Agrícola (Imea).
Com a ajuda do dólar. Expectativas de que a desvalorização do dólar irá aguçar ainda mais o apetite pelas commodities agrícolas fizeram com que os preços futuros do trigo fechassem em alta na sexta-feira, no mercado americano. Os EUA são os maiores exportadores mundiais do grão. Na bolsa de Chicago, os contratos com vencimento em setembro fecharam com alta de 19 centavos de dólar, para US$ 6,3850 por bushel. Em Kansas, que comercializa o trigo americano de melhor qualidade, os papéis para o mesmo período encerraram o dia com alta de 14,25 centavos, a US$ 6,7125. No mercado paranaense, a saca de 60 quilos do trigo registrou na sexta-feira preço médio de R$ 28,86, com variação de 0,77%, segundo a Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Deral).