Demanda aquecida impulsiona soja

27/05/2009

Demanda aquecida impulsiona soja

 

A cotação da soja alcançou o maior nível em mais de uma semana com base nos sinais de que a demanda global está diminuindo os estoques nos Estados Unidos, maior produtor e exportador do mundo.

As perspectivas de exportação da soja americana aumentaram 4,6%, ou 462,4 milhões de toneladas na semana que terminou em 21 de maio, ficando 21% acima das inspeções realizadas em igual período do ano passado, informou ontem o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda, na sigla em inglês) num relatório. Dessa remessa, 25% foram destinadas para a China, maior importadora do mundo. Desde 1º de setembro, os EUA ampliaram as exportações em 11% ante igual período de um ano antes, para 29.09 milhões de toneladas, informou o departamento agrícola americano.

Os contratos a futuros da soja para entrega em julho registraram alta de 1,4%, fechando em US$ 11,50 o bushel (27,2 quilos) na Bolsa de Chicago, o maior avanço desde 14 de maio. "As exportações foram intensas novamente, com embarques contínuos para a China", disse Roy Huckabay, vice-presidente-executivo do Linn Group, em Chicago. "Não há retração" na demanda pela soja, disse Huckabay.

Os exportadores americanos relataram vendas de 700.634 toneladas na semana terminada em 14 de maio, alta de 74% ante a semana anterior, conforme dados do Usda. A China comprou 27% do total, ampliando as compras para 18.52 milhões de toneladas desde 1º de setembro, alta de 41% ante igual período do ano anterior.

Os estoques americanos de reserva em 31 de agosto, antes da colheita, cairão para 3.5 milhões de toneladas, ante 5.58 milhões de toneladas no mesmo período do ano anterior, informou o Usda em 12 de maio. A produção mundial cairá 3,7% para 212.8 milhões de toneladas este ano, informou o Usda.

As cotações do milho, por sua vez, caíram e anularam o ganho anterior em virtude das informações de que agricultores do Meio-Oeste aceleraram o plantio que havia sido atrasado pela chuva, melhorando as perspectivas para a produção nos Estados Unidos, maior exportador do mundo.

O clima quente e seco na parte leste da região conhecida como Meio-Oeste durante os últimos sete dias deu firmeza aos solos cheios de lama o suficiente para suportar os equipamentos de plantio, disse Shawn McCambridge, analista de grãos sênior da Prudential Financial Inc. em Chicago. Até o último pregão anterior ao feriado, o milho havia se recuperado mais de 16% em relação a uma queda no dia 27 de abril à medida que o plantio caia a patamares inferiores ao ritmo médio dos últimos cinco anos.

"Fizemos um bom progresso ao plantar milho durante o final de semana", disse McCambridge. Os contratos com entrega prevista para setembro fecharam cotados em US$ 4,3775 o bushel (24,5 quilos), desvalorização de 0,6%.