Commodities Agrícolas

27/05/2009

Commodities Agrícolas


 
 
Confiança renovada.

Os preços futuros do açúcar registraram alta no pregão de ontem em Nova York, dando continuidade ao maior período altista desde julho de 2006. Segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg, o movimento se deveu a especulações de que a retomada na confiança do consumidor americano irá elevar a demanda pelas commodities. Dados do Conference Board apontaram o maior otimismo entre os consumidores do país em seis anos. "Os números foram muito bons e deram suporte ao mercado", disse Nick Hungate, trader-sênior do Rabobank International, de Londres. Com isso, os papéis para outubro fecharam a 16,85 centavos por libra-peso, com alta de 22 pontos. No mercado interno, a saca de 50 quilos do açúcar fechou a R$ 44,14 segundo o indicador Cepea/Esalq.
 
Ânimo no mercado.

O otimismo maior entre os consumidores americanos alavancou os preços do café negociados no mercado futuro de Nova York. Outras commodities também foram atingidas pela boa notícia. Os contratos com vencimento em setembro fecharam US$ 1,3830 por libra-peso, com alta de 140 pontos. Antes da divulgação de otimismo pelo Conference Board, os papéis chegaram a cair 2,5%, na medida em que o dólar valorizou-se (reduzindo o apetite pelas commodities) e que cresceu a tensão com testes de mísseis da Coreia do Norte. "Mas ainda estamos com tendência de alta", disse Rodrigo Costa, vice-presidente institucional da Newedge USA LLC, de Nova York. No mercado interno, a saca de 60 quilos do café fechou a R$ 270,93, alta diária de 0,68%, segundo o Cepea/Esalq.
 
China derruba fibra.

Ao contrário das demais commodities, os preços futuros do algodão caíram ontem em Nova York, influenciados por especulações de que as vendas da fibra pela China acabarão provocando uma queda nas importações americanas. A China - o maior produtor e consumidor de algodão do mundo - informou que venderá 1,5 milhão de toneladas dos estoques do governo, numa tentativa de aliviar a oferta do produto. "A fibra está sendo afetada pela China", disse à Bloomberg Jurgens H. Bauer, da Jurgens Bauer & Associates, de Nova York. Com isso, os papéis com entrega em outubro fecharam a 57,13 centavos de dólar por libra-peso, com queda de 233 pontos. No mercado doméstico, o preço da fibra fechou a R$ 1,2797 por libra-peso, queda de 0,67%, segundo o Cepea/Esalq.
 
Demanda aquecida.

Os contratos futuros da soja registraram ontem a maior alta em mais de uma semana na bolsa de Chicago, devido a sinalizações de que a demanda global está erodindo o fornecimento dos Estados Unidos, o maior produtor e exportador mundial. De acordo com o Departamento de Agricultura dos EUA, as inspeções de soja para exportação subiram 4,6%, para 16,993 milhões de bushels na semana encerrada em 21 de maio. Foi uma alta de 21% em relação ao mesmo período do ano passado. Desses embarques, 25% foram destinados à China, o maior importador mundial. Os contratos para setembro, negociados em Chicago, fecharam a US$ 1,15000 por bushel, alta de 16 centavos. No mercado interno, a saca fechou a R$ 50,37, segundo o Cepea/Esalq.