Commodities Agrícolas

01/06/2009

Commodities Agrícolas

 

Novo fôlego. Os preços futuros do café fecharam o pregão de sexta-feira em alta na bolsa de Nova York, contribuindo para o melhor desempenho mensal do grão em mais de um ano. A desvalorização do dólar motivou a alta, uma vez que deu novo fôlego ao apetite do mercado por commodities agrícolas. "O café está atrelado ao dólar, e quando ele perde força acaba provocando uma guinada nos preços", disse à agência Bloomberg o analista Stephanie Kinard, do Intermarkt Investment Strategists, de Chicago. Com isso, os contratos com vencimento em setembro fecharam a US$ 1,3940 por libra-peso, com alta de 65 pontos. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos do café fechou a R$ 269,62, queda de 0,37%, segundo o indicador Cepea/Esalq. No mês, a commodity acumulou alta de 4,8%.
 
Consumo em alta. Os contratos de algodão negociados na bolsa de Nova York subiram mais de 5% na sexta-feira com especulações de que as beneficiadoras estão aumentando as compras dos Estados Unidos, o maior exportador mundial da fibra. Os papéis para entrega em outubro fecharam a 59,48 centavos de dólar por libra-peso, com alta de 285 pontos. No mês, a fibra acumula queda de 4,8%, mas no acumulado do ano sobe 16%, na medida em que a produção global superou a demanda, segundo a Bloomberg. Para Armelle Gruere, do Comitê Internacional de Consultoria sobre o Algodão, o consumo global deverá registrar uma "leve alta" no ano fiscal que começará em 1º de agosto. No mercado interno, a libra-peso da fibra ficou em R$ 1,2577, segundo o indicador Cepea/Esalq.
 
Exportações aquecidas. Especulações de que a demanda internacional por soja irá reduzir os estoques dos EUA acabaram provocando nova valorização nos preços futuros da commodity em Chicago, na sexta-feira. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), os americanos embarcaram 237,4 mil toneladas de soja na semana encerrada em 21 de maio. "As vendas ao exterior vão manter o entusiasmo", disse à Bloomberg Mark Schultz, da Northstar Commodity Investments, lembrando que a demanda pela soja americana reflete também a preocupação com a redução de safra no Brasil e na Argentina. Em Chicago, papéis para agosto fecharam a US$ 11,485 por bushel, alta de 8 centavos. No mercado interno, a saca fechou a R$ 49,91, segundo o indicador Cepea/Esalq.
 
Influência do dólar. Os contratos futuros do milho subiram na sexta-feira em Chicago para o maior patamar em sete meses, em grande parte impulsionados pela desvalorização do dólar, que eleva as perspectivas para as exportações americanas. Segundo a Bloomberg, especuladores que estavam ausentes podem retornar ao mercado, enxergando oportunidades com os preços em alta, na medida em que a economia americana se firma e a demanda cresce. "O dólar em queda poderá dar suporte aos grãos", disse Louise Gartner, da Spectrum Commodities LLC. Na bolsa, os contratos para setembro fecharam a US$ 4,4625 por bushel, com alta de 7,25 centavos de dólar. No mercado interno, a saca de 60 quilos fechou a R$ 22,26, com queda de 0,22%, segundo o Cepea.