Commodities Agrícolas
Piso em cinco semanas.
As chuvas que interromperam a recente estiagem na Flórida e melhoraram as condições dos pomares do Estado americano continuam causando estragos nas cotações do suco de laranja na bolsa de Nova York, que na terça-feira caíram pelo oitavo pregão consecutivo e desceram ao menor patamar em cinco semanas. Os contratos com vencimento em julho fecharam a 86,50 centavos de dólar por libra-peso, em baixa de 170 pontos, ao passo que os futuros para setembro recuaram 175 pontos, para 89,70 centavos de dólar. Em São Paulo, onde a colheita da safra atual está no início, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias de suco continua abaixo de R$ 4 no mercado spot, de acordo com levantamento realizado pelo Cepea/Esalq.
Para o alta e avante.
O enfraquecimento do dólar e a deterioração dos estoques americanos - que deve ser confirmada em relatório desta quarta-feira do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) - levaram as cotações da soja ao maior patamar em nove meses na terça-feira na bolsa de Chicago. Os futuros com vencimento em julho encerraram a sessão negociados a US$ 12,4350 por bushel, alta de 11 centavos de dólar, ao passo que os papéis para agosto subiram 10,75 centavos de dólar e atingiram US$ 11,7725. "O dólar é o maior determinante para a direção dos preços dos grãos", reforçou um trader à agência Bloomberg. Em Rondonópolis (MT), a saca de 60 quilos do grão segue acima de R$ 45, conforme informações do Instituto Mato-grossense de Economia Aplicada (Imea).
À espera do USDA.
A queda do dólar e um movimento de cobertura de posições sustentaram os preços do milho na terça-feira na bolsa de Chicago, mas as atenções dos traders estavam concentradas mesmo nas novas estimativas do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) para oferta e demanda de grãos no país e no mundo em 2009/10, que serão divulgadas na manhã desta quarta - é esperada uma queda dos estoques americanos. Os contratos com vencimento em julho fecharam a US$ 4,44 por bushel, alta de 9 centavos de dólar, ao passo que os futuros para setembro subiram 8,50 centavos, para US$ 4,5325. No Paraná, a saca de 60 quilos do grão subiu 0,63% e atingiu, em média, R$ 17,70, conforme o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura.
Volta às compras.
A desvalorização do dólar em relação a outras moedas garantiu a alta das cotações do trigo nas bolsas americanas na terça-feira. Em Chicago, os contratos futuros para entrega em setembro encerraram a sessão negociados a US$ 6,42 por bushel, ganho de 16 centavos de dólar sobre a véspera, enquanto em Kansas o mesmo vencimento caiu 12,50 centavos de dólar, para US$ 6,76 por bushel. Traders ouvidos pela agência Dow Jones Newswires ressaltaram que, com a queda do dólar, os fundos de investimentos voltaram a comprar, garantindo a alta. No Paraná, a saca de 60 quilos do cereal permaneceu, em média, a R$ 28,25, de acordo com levantamento do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura do Estado.