Commodities Agrícolas
Demanda menor.
Os preços futuros do açúcar caíram na sexta-feira, nas bolsas internacionais, atingindo o mais baixo patamar de uma semana, pressionados pela queda do petróleo, o que reduz a demanda por combustíveis alternativos, segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg. Na bolsa de Nova York, os contratos para outubro encerraram o dia a 16,32 centavos de dólar por libra-peso, com recuo de 15 pontos. Na bolsa de Londres, os contratos para outubro fecharam a US$ 442 a tonelada, com baixa de US$ 5,50. A elevação do dólar na sexta-feira em relação a uma cesta de seis moedas estrangeiras também reduziu o apelo por commodities. No mercado paulista, a saca de 50 quilos do açúcar encerrou o dia R$ 42,61, segundo o índice Cepea/Esalq. No mês, a queda é de 3,3%.
Oferta magra.
A produção global de café deverá recuar 5,4% na safra 2009/10, uma vez que a safra brasileira do grão será menos produtiva, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A oferta deverá ficar em 127,443 milhões de sacas de 60 quilos, abaixo das 134,768 milhões de sacas colhidas em 2008/09. Na sexta-feira, os preços futuros do grão recuaram, pressionados pela valorização do dólar sobre as outras moedas estrangeiras. Na bolsa de Nova York, os contratos para setembro fecharam a US$ 1,3165 a libra-peso, com recuo de 205 pontos. Na bolsa de Londres, os contratos para setembro encerraram a US$ 1.541 a tonelada, com baixa de US$ 6. No mercado paulista, a saca de 60 quilos fechou a R$ 256,49, segundo o índice Cepea/Esalq.
Forte retração.
Acompanhando o movimento baixista das commodities agrícolas no mercado internacional, as cotações do cacau registraram forte queda na sexta-feira. Na bolsa de Nova York, os contratos para setembro encerraram a US$ 2.798 a tonelada, baixa de US$ 45. Em Londres, os contratos para setembro recuaram 26 libras, para 1.760 libras a tonelada. O setor cacaueiro da África está envolvido em disputas trabalhistas, o que atrapalha o escoamento da amêndoa na Costa do Marfim, o maior produtor global. A movimentação do porto de Abidjan deverá ser retomado a partir de hoje. Esse porto representa 40% do total exportado no país. Em Ilhéus e Itabuna, a cotação média da arroba do cacau fechou a R$ 87 , segundo a Central Nacional dos Produtores de Cacau.
Fator Flórida.
A maior produção de laranja da Flórida, segundo maior produtor global da fruta, continua exercendo pressão sobre os preços futuros do suco de laranja na bolsa de Nova York. Na sexta-feira, os contratos para setembro encerraram a 85,80 centavos de dólar por libra-peso, com recuo de 210 pontos. No acumulado do ano, contudo, as cotações da commodity acumulam valorização de 22%, puxados pela expectativa de produção menor nos EUA, o que não deverá se concretizar. A Flórida deverá colher 159,6 milhões de caixas de laranja nesta atual safra, segundo relatório do USDA (Departamento de Agricultura dos EUA) divulgado na quarta-feira. No mercado paulista, a caixa de 40,8 quilos da fruta para as indústrias encerrou a R$ 3,63, segundo o Cepea/Esalq.