Commodities Agrícolas
Leilão adiado.
O Ministério da Agricultura adiou o lançamento dos dois avisos de leilão para o contrato de opção de venda de café previstos para os dias 19 e 24 deste mês. A medida visa alterar o tipo de peneira do café arábica, que passará de 14 para 13, mantendo as demais especificações (café tipo 6, bebida dura para melhor, com até 86 defeitos). Ontem, os preços futuros da commodity fecharam com forte queda no mercado internacional, pressionados por sinais de que a demanda global por café arábica não está tão aquecida. Na bolsa de Nova York, os contratos para setembro encerraram o dia a US$ 1,2085 a libra-peso, com baixa de 370 pontos. Na bolsa de Londres, os contratos para setembro fecharam a US$ 1.486 a tonelada. Em São Paulo, a saca de 60 quilos fechou a R$ 248,09, baixa de 2,07%, segundo o índice Cepea/Esalq.
Recessão derruba.
Os preços futuros do cacau fecharam com forte queda ontem, atingido o menor patamar das últimas três semanas, nas bolsas internacionais, pressionados por especulações de que a economia americana deverá se recuperar lentamente da recessão, segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg. Na bolsa de Nova York, os contratos para setembro fecharam a US$ 2.539 a tonelada, com baixa de US$ 117. Em Londres, os contratos para setembro fecharam a 1.634 libras esterlinas, com recuo de 49 libras. O mercado está atento aos dados macroeconômicos. O fim da greve dos trabalhadores do porto da Abidjan (Costa do Marfim) também ajuda a exercer pressão sobre a amêndoa. Em Ilhéus e Itabuna, a arroba do cacau fechou a R$ 83, segundo a Central Nacional dos Produtores de Cacau.
Chuva na lavoura.
Os contratos futuros do suco de laranja concentrado e congelado fecharam em queda ontem no pregão de Nova York. Os papéis com entrega em setembro encerraram o dia a 80 centavos por libra-peso, com queda de 95 pontos. Segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg, o movimento se deveu ao clima, que ajuda as lavouras da Flórida, o maior produtor dos Estados Unidos, cuja colheita será iniciada em outubro. "Tivemos uma melhora no quadro de chuvas e isso tirou parte do suporte do mercado", disse Judith Ganes-Chase, analista independente de commodities em Katonah, Nova York. No mercado doméstico, a caixa com 40,8 quilos da laranja à indústria paulista fechou o dia a R$ 3,56 de acordo com o indicador Cepea/Esalq. Na variação de cinco dias, a commodity acumula queda de 0,56%.
Chuvas atrapalham.
Os preços futuros da soja fecharam em alta na quarta-feira, na bolsa de Chicago, impulsionados por especulações de que as chuvas vão levar a um aumento menor na área de grão nos Estados Unidos, o maior produtor e exportador mundial, informou a agência Bloomberg. Na bolsa de Chicago, os contratos para agosto encerraram a US$ 11,4150 o bushel, com aumento 13 centavos. Até o dia 14 de junho, o plantio de soja tinha atingido 87% da área nos EUA, comparado com uma média de 92% dos últimos cinco anos, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). No mercado paranaense, a saca de 60 quilos encerrou a R$ 49,61, com alta de 0,98%, segundo o índice Cepea/Esalq. No mês, o grão acumula queda de 0,2%.