Falta de investimento inibe crescimento da atividade

25/06/2009

  Falta de investimento inibe crescimento da atividade

 

Mas nem tudo são flores no setor. A produtora Ana Portela reclama da carência de captação técnica em todos os elos da cadeia produtiva. De acordo com ela, a falta de investimentos na produção e em pesquisas é um fator limitante para o desenvolvimento das flores no Estado.

“Não temos apoio das universidades, não disponibilizamos de consultores técnicos na área de fitopatologia.

Além disso, a infraestrutura viária rural, sem manutenção adequada, dificulta e às vezes até impossibilita o escoamento da produção. A floricultura na Bahia merece uma atenção especial”.

Porém, o governo implantou o Projeto Flores da Bahia para incentivar a atividade, que contribui para a expansão de áreas de produção, nas diferentes e favoráveis condições de clima, altitude e solo.

“Os incentivos são dados em nível de infraestrutura, como estradas e energia, isenção de ICMS, assistência técnica através da EBDA, creditícia via bancos oficiais, organizacional com a Seagri e alguns incentivos do Sebrae”, destaca a agrônoma Andrea Mendes Scherer, coordenadora de Modernização da Agricultura da Seagri.

Por ser atividade nova no Estado, faltam de técnicos especializados e “pesquisas direcionadas, como a implantação do projeto da Central de Comercialização de Flores, que irá agregar os elos da cadeia produtiva da floricultura”, diz Ivson Andrade, do Projeto Flores da Bahia.