Commodities Agrícolas

26/06/2009

Commodities Agrícolas


 

Índia e fundos

O mercado futuro de açúcar fechou em forte alta, na quinta-feira, em Nova York. O contrato de outubro atingiu nova máxima pela terceira sessão seguida, segundo a Dow Jones, sustentado pelas compras de fundos e tradings, em meio à percepção de que a produção pode cair na Índia. O papel encerrou o pregão com valorização de 57 pontos a 17,70 centavos de dólar. Alex Oliveira, da Newedge USA, disse que os fundos são grandes compradores em outubro. "Os futuros agora não têm nada a ver com o mercado físico", observou. James Cordier, da optionsellers.com, disse que a expectativa é de que o déficit de produção na Índia continue a crescer. Chove nas regiões de cana do país, mas há temores de que a umidade não seja suficiente. O indicador Cepea/Esalq para a saca de açúcar em São Paulo ficou em R$ 41,12, alta de 0,29% .

De olho nas ações

O preço do café conseguiu forças nesta quinta-feira para deixar para trás seu mais baixo nível em quase dois meses. Para analistas ouvidos pela Bloomberg, o avanço ocorreu na esteira da valorização das ações nas bolsas e do recuo do dólar, que chegou a ser negociado em alta ao longo do dia. Um dólar desvalorizado torna mais atrativas as compras, na moeda americana, de estoques de commodities agrícolas dos EUA. Em Nova York, os contratos de arábica com vencimento em setembro avançaram 110 pontos, para US$ 1,2025 por libra-peso. Em Londres, em contrapartida, os papéis para setembro caíram US$ 12, para US$ 1.313 por tonelada. No mercado interno, o preço da saca de 60 quilos caiu 0,14%, para R$ 248,17, segundo o índice Cepea/Esalq.

Menos empregos

O aumento de pedidos de seguro-desemprego nos Estados Unidos pesou sobre o desempenho dos mercados nesta quinta-feira e foi decisivo para o declínio dos preços do milho, de acordo com analistas consultados pela Bloomberg. O Departamento de Trabalho americano informou nesta quinta-feira que o número de pedidos cresceu 29 mil na semana encerrada em 13 de junho, para 6,74 milhões. "A demanda pelos estoques está se enfraquecendo", disse Greg Grow, diretor de agronegócios da Archer Financial Services. Na bolsa de Chicago, os contratos para setembro caíram 5 centavos de dólar, para US$ 3,90 por bushel. Em Maringá (PR), a saca de milho de 60 quilos foi negociada por R$ 16,70, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral).

Colheita acelerada

A aceleração da colheita de trigo nos Estados Unidos foi o principal fator para a baixa do preço da commodity nesta quinta-feira, disseram analistas à Bloomberg. Cerca de 20% das lavouras do chamado trigo de inverno haviam sido colhidas até 21 de junho, acima dos 9% registrados uma semana antes, informou o Departamento de Agricultura americano no início da semana - os EUA são o principal exportador mundial do cereal. Na bolsa de Chicago, os contratos para setembro caíram 6,25 centavos de dólar, para US$ 5,6150 por bushel. Em Kansas, os papéis para setembro recuaram 5,25 cents, para US$ 6,0250 por bushel. No Paraná, a saca de 60 quilos saiu, na média, por R$ 28,25, sem variação, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral).