Os transgênicos mais resistentes às pragas
A produção dessa malvácea geneticamente modificada foi aprovada no Brasil em 2005 pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) e plantada na safra 2006/2077. A primeira variedade liberada é resistente às lagartas da maçã, curuquerê e rosada, pois contém uma proteína do Bacillus thuringiensis (Bt).
Sua principal função é proteger a lavoura desses insetos, responsáveis por grande parte dos agroquímicos utilizados na produção do algodão contra estas lagartas, consideradas as principais pragas da cultura.
De acordo com o gerente de marcas da Deltapine, do grupo Monsanto para o Brasil, engenheiro agrônomo Rogério Diacov, a principal vantagem do algodão Bt é economizar na aplicação de inseticidas, diminuindo não só os gastos com estes produtos (reduzindo em quatro vezes o número de aplicações), mas também com óleo diesel e mão-de-obra.
Diacov destaca o ganho ambiental. “É menor a exposição do trabalhador e o meio ambiente aos agrotóxicos, e há menor queima de combustível, diminuindo a emissão de gases do efeito estufa”.
DADOS – Conforme levantamento da Abapa, na Bahia, a safra 2008/2009 registrou cultivo de 13.661 ha de algodão geneticamente modificado. É um número ainda pequeno, considerando que, só na região oeste, foram plantados 277.849 hectares da fibra. No Brasil, segundo relatório do Internacional Cotton Advisory Committee (Icac), foram cultivados, nesta safra, cerca de 20% de algodão transgênico (170.600 hectares).
Aprovado pela CTNBio em setembro de 2008, o algodão com tecnologia Roundup Ready (RR) é uma variedade resistente ao glifosato e também tem a função de reduzir agrotóxicos, neste caso de herbicidas para o combate a plantas invasoras que competem com o algodoeiro. (MH)