Pescadores financiam barcos

06/07/2009

Pescadores financiam barcos

 

Os trabalhadores vão adquirir 4 embarcações de grande porte com estrutura necessária para a pesca industrial

 

A frota ainda é tímida, mas a Bahia começa a dar os primeiros passos na aquisição de embarcações com estrutura para realizar a pesca oceânica. Quatro barcos de grande porte estão sendo financiados por pescadores baianos através do Programa Nacional de Financiamento da Ampliação e Modernização da Frota Pesqueira Nacional (Profrota), uma parceria do Ministério de Pesca e Aquicultura com o Banco do Nordeste.

As quatro novas embarcações, que serão construídas no Brasil, serão dotadas de toda estrutura necessária para a pesca industrial, como câmaras frigoríficas com capacidade de armazenar 35 toneladas de pescado, além de equipamentos de segurança e orientação. Duas delas vão para a Cooperativa Mista de Pesca de Itacaré e as outras duas estão sendo financiadas pela Cooperativa de Camaçari.

A meta do programa é construir até 100 embarcações para a pesca oceânica no País e adquirir outras 30 do exterior. Na Bahia, não há uma meta específica. De acordo com Isaac Albagli, presidente da Bahia Pesca, as embarcações vão ser financiadas de acordo com a demanda: “Este é só o início. Queremos numa segunda etapa nos voltar para barcos de menor porte, com cerca de 15 metros de comprimento, também voltado para pesca industrial”, diz Albagli.

De acordo com Ajax Tavares, diretor da Cooperativa de Pescadores de Camaçari (Coopesc) e presidente da Colônia Z14, em Arembepe, o financiamento para a aquisição de um barco de grande porte já vinha sendo pleiteado há quatro anos e só agora, os pescadores estão em vias de assinar o contrato.

A cooperativa está formando quatro tripulações de 12 pessoas, capacidade máxima de cada barco. As equipes irão se revezar nas saídas ao mar. “Será uma inovação que vai dar uma alavancagem muito grande ao setor de pesca da Bahia, que hoje depende da produção artesanal de pequeno porte”, diz.

A Bahia Pesca promete capacitar os pescadores por meio de convênio com as cooperativas de pescadores. “Estamos formando uma equipe com professores de fora, especializados na área de pesca oceânica”, garante Isaac Albagli, presidente do órgão estadual. Porm, ainda não há previsão de quando vai começar o treinamento.