João Martins reeleito na presidência da Faeb

09/07/2009

João Martins reeleito na presidência da Faeb

 

Sob força de uma liminar judicial, foi eleita ontem a nova diretoria da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (Faeb). Com 79 votos a favor, 6 brancos e 2 nulos, foi eleita para o próximo triênio a chapa única capitaneada pelo empresário João Martins da Silva Júnior, atual presidente da entidade. A realização do pleito, no entanto, é contestada por representantes dos sindicatos rurais de Andaraí, Ruy Barbosa, Morro do Chapéu, Itapebi e Mairi, que pretendem acionar a Justiça para anular a eleição.

João Martins da Silva Júnior disse que sua reeleição para mais um mandato de três anos “foi uma demonstração inequívoca de que a diretoria que está à frente da federação merece crédito”. O novo mandato se inicia em setembro deste ano e segue até setembro de 2012.

Ele enfatizou ainda que sua prioridade à frente da entidade será o fortalecimento do sistema sindical. “Precisamos de pessoas que tenham compromisso com a classe, e precisamos também de renovação”, comentou João Martins. Ele informou que, na Faeb, a diretoria tem 19 novatos do total de 32 componentes.

TENSÃO – Durante toda a manhã, o clima foi de tensão na sede da Faeb. A realização da eleição chegou a ser suspensa temporariamente.

Os representantes dos sindicatos rurais de Andaraí, Ruy Barbosa, Morro do Chapéu, Itapebi e Mairi impetraram uma ação cautelar, acatada pelo juiz Márcio Miranda Braga da 31ª Vara Cível, contestando os procedimentos utilizados e suspendendo a eleição.

Eles argumentam que a reforma do estatuto da Faeb, ratificada em novembro de 2005, previa a alteração das regras eleitorais. “Essa eleição foi baseada nas regras eleitorais de 2002, revogadas pela reforma estatutária de 2005”, disse o diretor do Sindicato dos Produtores Rurais de Andaraí, Ivan Soares.

Os dissidentes defendem o fim da reeleição ilimitada e alternância de poder na entidade.

Por outro lado, eles também reivindicam uma maior participação na nova diretoria: “O processo eleitoral não foi democrático.

Até tentamos dialogar, mas não tivemos espaço nas discussões sobre a formação da chapa única”, pontua Ivan Soares.

Os assessores jurídicos da Faeb, Carlos Bahia e Aurélio Pires, que recorreram a uma liminar da Justiça do Trabalho para garantir a realização do pleito, argumentam que o processo eleitoral foi conduzido de maneira legal. “Houve alteração do estatuto, mas não das normas que guiam a eleição. Além disso, seguimos os procedimentos da entidade nacional, que é a Confederação Nacional da Agricultura”, explica Aurélio Pires.