Congresso reúne especialistas em Salvador
A fibra da casca de coco é um dos temas que serão discutidos em Salvador durante o Congresso Internacional de Fibras Naturais Bahia/Brasil, previsto para acontecer entre os dias 9 e 11 de setembro de 2009 em Salvador. O evento integra a agenda mundial de discussões do Ano Internacional da Fibra Natural, estabelecido pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO).
“Hoje, a fibra de coco não recebe a mesma atenção que outras fibras naturais; queremos colocar este assunto em discussão e mostrar o potencial da Bahia neste contexto”, comenta o coordenadorgeral do congresso, através da secretaria estadual de Ciência e Tecnologia, Adalberto Cantalino.
De acordo com ele, a Bahia é um dos maiores produtores de sisal, algodão e piaçava e tem potencial para ser o maior produtor de fibra de coco também, já que lidera o ranking dos maiores produtores do fruto no Brasil. “Nós já recebemos o interesse de empresários estrangeiros, e precisamos estimular esta produção aqui”, disse.
O presidente do Sindicato das Indústrias de Fibras Vegetais do Estado da Bahia,Wilson Andrade, conta que muito de nossas fibras ainda não é aproveitado. “Os países asiáticos exportam cerca de US$ 280 milhões de fibra de coco e de seus subprodutos e nós jogamos tudo fora”, declarou.
Mesmo no caso do sisal, em que a Bahia desponta como um dos maiores produtores, Andrade destaca que aqui a indústria aproveita apenas 5% do peso da planta. “O suco do sisal, que é o maior percentual do peso da planta, ainda é jogado fora”, disse. “O uso de 100% das plantas que geram fibras naturais é nosso principal objetivo para gerar mais renda, emprego e divisas para as cadeias produtivas”, disse Andrade.
O diretor de tecnologia e comercial da Poematec, Oscar Lavrini, também destaca a necessidade de atenção do governo federal. “Não existe por parte das autoridades brasileiras uma distinção em termos de benefícios para a fabricação de produtos ecológicos e geradores de renda e emprego nas regiões mais pobres do Brasil como Norte e Nordeste”, lamenta. (TR).