Conferência debate os desafios para o desenvolvimento do setor

15/07/2009

Conferência debate os desafios para o desenvolvimento do setor


 

O desenvolvimento da pesca artesanal e os direitos sociais dos pescadores, os desafios da aquicultura familiar e o incentivo ao associativismo e cooperativismo, e o papel das mulheres no processo de produção do pescado.

Estas são algumas das questões em debate na III Conferência Estadual de Aquicultura e Pesca, até hoje, na Universidade Estadual da Bahia (Uneb). O objetivo é formular propostas para impulsionar o desenvolvimento da atividade pesqueira na Bahia

O evento teve início na segunda-feira com a participação de aproximadamente 1,2 mil pessoas, entre delegados, observadores, palestrantes e convidados. Com o tema Consolidação de uma Política de Estado para o Desenvolvimento Sustentável de Aquicultura e Pesca, a conferência tem como objetivo elaborar documento contendo as prioridades locais do setor, que serão defendidas na conferência nacional.

De acordo com o ministro da Secretaria Especial de Aquicultura e Pesca, Altemir Gregolin, a Bahia é o terceiro maior estado do país no setor de pesca e aquicultura e o segundo em número de pescadores. Atualmente, o estado produz 80 mil toneladas de pescado.

Mais crédito - Segundo o secretário da Agricultura, Roberto Muniz, que representou o governador Jaques Wagner na abertura do evento, o Estado tem possibilitado aos pescadores acesso a crédito. "Hoje, mais de 75 mil pescadores estão cadastrados para receber os benefícios do Estado. O governo busca dar mais ênfase às ações de valorização da atividade pesqueira, possibilitando maior rentabilidade para os pescadores", afirma.

O secretário confirmou que o governo vai enviar mensagem à Assembleia Legislativa ampliando a pasta da Agricultura para também Secretaria da Pesca.

Para impulsionar ainda mais a atividade pesqueira, o Governo do Estado tem realizado diversas ações. Entre as medidas está a construção dos Terminais Pesqueiros de Salvador e Ilhéus. Os estudos de viabilidade econômica, técnica e ambiental dos terminais foram concluídos. Os terminais funcionarão como entreposto comercial de desembarque, beneficiamento, comercialização e ponto de distribuição de pescado, melhorando as condições de trabalho e a renda dos pescadores.

Oceano - Outra ação é o incentivo à prática da pesca oceânica em grande escala ao longo do litoral baiano. Por meio da parceria entre os governos federal e estadual, quatro barcos serão construídos: dois para a Cooperativa de Pescadores de Camaçari e dois para a Cooperativa de Itacaré.

Os pescadores ainda serão capacitados para operar as embarcações oceânicas com capacidade acima de 35 toneladas de pescados. Os barcos atenderão a aproximadamente 180 pescadores associados nas duas cooperativas.

Em junho, o governo entregou às colônias e associações de pescadores do Litoral Norte 89 embarcações, câmaras frigoríficas móveis e apetrechos de pesca.