Commodities Agrícolas
Quarta alta seguida
A continuidade de um movimento de compras especulativas voltou a determinar a valorização das cotações do suco de laranja ontem na bolsa de Nova York, pela quarta sessão consecutiva, segundo a agência Dow Jones Newswires. Os contratos futuros com vencimento em setembro, que atualmente ocupam a segunda posição de entrega (normalmente a de maior liquidez) fecharam a US$ 1,0115 por libra-peso, em alta de 270 pontos. Segundo cálculos do Valor Data, é o maior valor da segunda posição desde o dia 8 de setembro de 2008, às vésperas do terremoto financeiro americano. Em São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias saiu, em média, por R$ 3,64 de acordo com levantamento realizado pelo Cepea/Esalq.
Mercado de clima
Em tempos de "mercado de clima" em Chicago por causa da fase de desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, as previsões de tempo mais seco em regiões produtoras do Meio-Oeste do país nos próximos dias derrubaram as cotações da soja na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em novembro (pós-colheita americana) encerraram o pregão de ontem a US$ 9,18 por bushel, ganho de 6,5 centavos de dólar em relação à véspera. Cálculos da agência Bloomberg mostram que, apesar da valorização, o contrato ainda acumulada queda de 6,3% este ano. Em Rondonópolis (MT), a saca de 60 quilos foi negociada, em média, por R$ 43,30, conforme informações do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea)
De olho nos EUA
As mesmas previsões de clima seco em regiões produtoras do Meio-Oeste americano que impulsionaram as cotações da soja elevaram os preços do milho ao maior patamar em cinco semanas ontem na bolsa de Chicago, conforme informou a agência Bloomberg. Os contratos do grão com vencimento em dezembro (pós-colheita nos Estados Unidos) fecharam a US$ 3,45 por bushel, em alta de 6 centavos de dólar. Ainda assim, o papel acumula variação negativa da ordem de 15% em 2009. "O clima está um pouco mais ameaçador", afirmou um trader. No Paraná, a saca de 60 quilos do grão recuou 1,2%, para 15,86, em média, conforme levantamento do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura do Estado. Houve negócios a R$ 17.
Vendas aceleradas
Os preços futuros do trigo fecharam em queda ontem, nas bolsas americanas, depois que os produtores americanos afirmaram que vão acelerar as vendas do cereal depois que as cotações da commodity atingiram, no início desta semana, o maior patamar dos últimos três meses, segundo informações de analistas ouvidos pela Bloomberg. A estratégia anterior deles era reter a produção para elevar os preços. Em Kansas, os contratos para setembro encerraram a US$ 5,58 o bushel, recuo de 13 centavos. Em Chicago, os contratos para setembro fecharam a US$ 5,30 o bushel, baixa de 12,75 centavos. No Paraná, a saca de 60 quilos fechou a R$ 28,34, segundo o Deral. No país, a colheita deverá começar a partir de agosto no Paraná, maior Estado produtor do país.