Suinocultura: especialista alerta para o impacto do bem estar animal na produtividade

17/07/2009

Suinocultura: especialista alerta para o impacto do bem estar animal na produtividade


 

O desafio de produzir cada vez mais carne com o menor consumo de ração exige avanços tecnológicos e conhecimento das variáveis de produção, como técnicas de manejo, nutrição e efeitos do meio ambiente. Para o doutor em bioclimatologia e nutrição de suínos, Uislei Orlando, as exigências são ainda maiores no caso brasileiro. "Nosso modelo de produção (instalações) expõe muito mais os animais a variáveis ambientais, infelizmente com efeitos negativos, na maioria das vezes", declarou.

O especialista vai destacar a interação entre a ambiência e a nutrição e o impacto desta relação na produtividade no próximo dia 4, durante o II Simpósio Brasil Sul de Suinocultura (II SBSS) e I Brasil Sul Pig Fair, que vão acontecer entre os dias 4 e 6 de agosto no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó, Santa Catarina.

Ele ressalta a importância do encontro para a cadeia produtiva. "A oportunidade de discutir as interações entre o manejo nutricional e os estressores ambientais em um evento de alta qualidade, e com a presença de profissionais de diversas áreas e empresas, é de suma importância para melhorarmos ainda mais nossos índices zootécnicos e aumentarmos a competitividade mundial em custos da nossa carne suína", afirmou o especialista.

II SBSS: 1.000 CONGRESSISTAS E MAIS DE 60 EMPRESAS

Na segunda edição, o evento já é considerado o mais importante congresso técnico do setor. Isso porque ele consegue reunir no coração da cadeia produtiva técnicos de campo, profissionais da agroindústria, produtores e pesquisadores das principais instituições brasileiras e estrangeiras.

O presidente do Núcleo Oeste de Médicos Veterinários (Nucleovet) e organizador do encontro, Miguel Canal, atribui a qualidade do público e o custo reduzido à proximidade da região produtora. "Oferecemos uma relação custo-benefício diferenciada pela proximidade de Chapecó com as maiores regiões produtoras do Sul. Técnicos das principais agroindústrias do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Paraná já confirmaram presença", comemora Canal.

Palestras de alto nível técnico, focadas nas demandas do setor, já atraíram cerca de 1.000 congressistas e mais de 60 empresas. "O comitê científico do simpósio se reúne com representantes da agroindústria e técnicos de campo para saber das carências e dificuldades na atividade antes de organizar a programação técnica. E isso faz toda a diferença", afirmou Canal.

UNIÃO PARA A PROFISSIONALIZAÇÃO DA SUINOCULTURA

Uma das principais características do II SBSS é a preocupação com a especialização e a formação profissional. O encontro, que faz parte da etapa regional da Abraves de Santa Catarina, tem o apoio Embrapa Suínos e Aves.

O objetivo é contribuir para o desenvolvimento da suinocultura e garantir mão-de-obra altamente especializada. E é esta preocupação que reúne as principais entidades do segmento e cerca de 30 profissionais voluntários.

A região de Chapecó concentra a maior parte da produção brasileira, o que exige do Núcleo Oeste de Médicos Veterinários investimentos da capacitação profissional. A entidade realiza diferentes eventos bienais, além de três grandes congressos anuais, como o Simpósio Brasil Sul de Avicultura e Poultry Fair, o Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite, em parceria com a MilkPoint na realização do Interleite Sul 2009, e o Simpósio Brasil Sul de Suinocultura e Pig Fair. Os três encontros geram cerca de R$ 1 milhão ao ano em serviços contratados, transporte, alimentação e fornecedores de tecnologia.


FONTE
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