Governo estuda incluir colheitadeiras no programa Mais Alimentos

20/07/2009

Governo estuda incluir colheitadeiras no programa Mais Alimentos

 

O ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, disse que o governo estuda a possível inclusão de colheitadeiras de pequeno porte no programa Mais Alimentos. A linha de crédito do programa foi criada no ano passado e atende a pequenos agricultores com financiamento de até R$ 100 mil. A indústria e alguns segmentos agrícolas pediram a ampliação do programa para contemplar também colheitadeiras. Cassel explicou que o governo está avaliando com os fabricantes o perfil das máquinas e suas aplicações. Uma colheitadeira de pequeno porte custa cerca de R$ 230 mil.

O programa foi prorrogado por um ano e a intenção do governo é torná-lo permanente, disse Cassel. O ministro observou que poderá haver alguns ajustes e lembrou que o Plano de Safra 2009/10 contempla aumento na renda bruta anual do produtor enquadrado no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Cassel fez a entrega no último dia 17 a agricultores de 35 tratores financiados pelo Mais Alimentos, na fábrica da Massey Ferguson em Canoas, região metropolitana de Porto Alegre (RS).

No primeiro semestre deste ano, 43,6% dos tratores vendidos no Brasil utilizaram a linha do Mais Alimentos. A região Sul representa 81% das vendas do programa. O diretor comercial da Massey Ferguson, Carlito Eckert, disse que 37% dos contratos financiados pelo Mais Alimentos foram de tratores da empresa. O programa financia máquinas com até 75 cavalos de potência, o que representa 75% da demanda pelos equipamentos, comparou Eckert.

A região Sul lidera os pedidos do programa porque tem expressiva agricultura familiar, presença da assistência técnica rural - que credencia o produtor - e dos bancos que repassam o recurso, explicou ele. O Rio Grande do Sul responde por 43% das operações da empresa por meio do Mais Alimentos, disse Exckert.

Antes do programa, algumas linhas financiavam esta faixa de produto, mas além do crédito o Mais Alimentos fixou um desconto em torno de 15% no preço dos equipamentos, em acordo com os fabricantes, lembrou Eckert. Uma das exigências do programa é o índice de nacionalização de componentes.

O coordenador do Mais Alimentos, Francisco Hercílio da Costa Matos, disse que os fabricantes estão adaptados ao mínimo de 65% de componentes nacionais (em peso ou valor do produto). Desde o lançamento, em julho de 2008, foram comercializados 12.900 tratores, dos quais 10.571 já foram entregues. Os demais tiveram o financiamento liberado e as máquinas estão em produção, explicou Matos.


FONTE
Agência Estado