Commodities Agrícolas

21/07/2009

Commodities Agrícolas


 

Dólar fraco

A desvalorização do dólar diante de outras moedas determinou a alta dos preços do café ontem na bolsa de Nova York. Conforme a agência Dow Jones Newswires, com o salto as cotações alcançaram o maior patamar em um mês naquele mercado. Os contratos com vencimento em setembro fecharam a US$ 1,2230 centavos de dólar por libra-peso, ganho de 360 pontos em relação ao pregão de sexta-feira, ao passo que os papéis para dezembro subiram 355 pontos e atingiram US$ 1,2525. Traders chamaram a atenção para o aumento da presença de fundos especulativos na commodity. No mercado doméstico, a saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade ficou entre R$ 250 e R$ 255, de acordo com informações do Escritório Carvalhaes, de Santos.

Teto em cinco meses

O cacau fechou em alta ontem na Bolsa de Nova York depois de o contrato de setembro ter registrado o maior valor em cinco meses influenciado pelo recuo do dólar, disseram analistas ouvidos pela Dow Jones. Setembro encerrou o pregão com alta US$ 106 a US$ 2.868 por tonelada e o contrato de dezembro subiu o mesmo valor, fechando a US$ 2.889. No começo do pregão, setembro bateu US$ 2.889, o maior valor desde 9 de fevereiro. O dólar mais fraco estimulou as cotações nos mercados de commodities. Para analistas, o patamar de preço alcançado ontem pode estimular mais compras técnicas nos próximos dias. Eles também estão atentos ao clima no oeste da África, onde chuvas excessivas podem causar doenças. Em Ilhéus e Itabuna, na Bahia, a arroba ficou em R$ 88,16, em média, acima dos R$ 86,66 de sexta.

Clima nos EUA

Os contratos futuros da soja fecharam sem direção definida ontem na bolsa de Chicago, novamente influenciados por notícias ligadas ao clima em regiões produtoras dos Estados Unidos. Ontem vigorou a expectativa de que temperaturas mais baixas do que o normal para esta época do ano em área do Meio-Oeste poderão reduzir o stress hídrico provocado pelo tempo seco, o que pode melhorar as condições das lavouras em desenvolvimento. Os contratos com vencimento em setembro encerraram o dia a US$ 9,6050 por bushel, alta de 12 centavos, mas novembro (pós-colheita americana) fechou a US$ 9,23, queda de 0,5 centavo. Em Rondonópolis (MT), a saca de 60 quilos saiu por R$ 41,20, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Reação da economia

A expectativa de que a recuperação da economia global elevará a demanda por commodities agrícolas dos Estados Unidos - onde a safra de grãos 2009/10 está em desenvolvimento e começará a entrar no mercado em agosto - motivou a alta das cotações do milho ontem na bolsa de Chicago. Com a queda do dólar diante de outras moedas, destacou a agência Bloomberg, outras commodities, inclusive não agrícolas, também subiram. Os contratos com vencimento em dezembro (pós-colheita americana) fecharam a US$ 3,3375 por bushel, ganho de 2,25 centavos. No Paraná, a saca de 60 quilos do grão caiu, em média, 0,19%, para R$ 15,41, conforme levantamento do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura do Estado.