Bahia atinge 96,5% do índice vacinal contra a febre aftosa e mantém status de zona livre

23/07/2009

Bahia atinge 96,5% do índice vacinal contra a febre aftosa e mantém status de zona livre

 

 

Criadores de bovinos e bubalinos que atenderam a convocação da Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária, Seagri, através da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia, Adab, para vacinar seus rebanhos, já podem comemorar o índice vacinal de 96,5%. O resultado corresponde à primeira etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa, realizada também em outros estados no mês de maio. Com este índice a Bahia permanece com o status de zona livre da doença. Atualmente o estado possui aproximadamente um plantel de 11 milhões de bovinos e bubalinos (búfalos). Há oito anos a Bahia é reconhecida como zona livre da febre aftosa com vacinação.

Para o secretário da Agricultura, Roberto Muniz, não bastava apenas vacinar o rebanho, era necessário que o criador declarasse sua vacinação nas unidades da Adab. “Este índice vacinal alcançado é o reflexo do empenho dos criadores em imunizar seus rebanhos e juntamente com o estado alicerçar o programa de erradicação da febre aftosa na Bahia. Foi fundamental a participação e o engajamento dos criadores nessa campanha”, disse ele. O secretário destacou o aumento do índice de vacinação na região norte do estado, compreendendo o semi-árido e a caatinga, fato esse que tornou o índice geral de 96,5% ser tão representativo.

Destaque

Com um rebanho de 420 mil bovinos, a região norte do estado foi o destaque nessa campanha, alcançando um índice vacinal de 94,8%, o melhor resultado dos últimos quatro anos. Segundo o diretor geral da Adab, Cássio Peixoto, houve um melhoramento naquela região devido à ação de uma força tarefa organizada pela Adab em parceria com o Ministério da Agricultura, com a realização de auditorias, visando melhorar os números da região. “Investimentos para melhoramento da zona tampão (área de divisa com o estado do Piauí considerado de alto risco para a febre aftosa), intensificação dos trabalhos de defesa sanitária animal e educação sanitária junto aos criadores foram algumas das ações realizadas pela Adab que refletiram diretamente no resultado”, disse Peixoto.

Em áreas com vegetação típica do semi-árido, a exemplo da região norte, o gado é criado solto por não haver água e alimento em abundância, fato que dificulta o ajuntamento dos animais durante a vacinação, mas isso não foi obstáculo para os criadores. “O criador sertanejo, apesar das dificuldades que lhes são peculiares, está mais consciente em relação às suas obrigações sanitárias, o que permitiu uma exemplar participação durante a campanha de vacinação contra a febre aftosa”, concluiu o diretor.

Avanços

Dentre as metas da Adab, está à proposta de redução em 10% da zona tampão, e a busca pelo status de zona livre com vacinação, em todo o país, pois essa é a exigência do mercado estrangeiro para importar os produtos cárneos do Brasil.

Institucionalmente, a agência tem intensificado os trabalhos de qualificação de veterinários e auxiliares de fiscalização, já que esses estão ligados diretamente à defesa sanitária animal. Cássio Peixoto informou que durante este semestre a Agência estará operacionalizando seus serviços fiscais administrativos, a exemplo da emissão da Guia de Trânsito Animal eletrônica, o que proporcionará a fiscalização de animais em tempo real, e permitirá que as barreiras sanitárias tenham ciência da quantidade, origem, destino e o horário que os animais serão fiscalizados em determinada barreira. As barreiras sanitárias utilizarão a rastreabilidade, que é o conhecimento total do animal, desde o seu nascimento, passando pelas condições sanitárias em vida e por fim o abate em frigoríficos matadouros que possuem o sistema de Inspeção Estadual ou Federal (SIE) e (SIF), respectivamente.


Fonte: 
Ascom / Adab
Welder França
Assessor de Comunicação
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Welder.franca@adab.ba.gov.br