Commodities Agrícolas
Déficit na oferta
Os preços futuros do açúcar fecharam em alta na sexta-feira, nas bolsas internacionais, com notícias de que a demanda global vai exceder a produção pelo segundo ano consecutivo, segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg. Na bolsa de Nova York, os contratos para janeiro fecharam a 18,98 centavos de dólar por libra-peso, com elevação 14 pontos. Em Londres, os contratos para dezembro encerraram a US$ 491,40 a tonelada, com alta de US$ 2. A oferta global continuará apertada, segundo analistas de mercado. O déficit global está estimado em 4,2 milhões de toneladas, ante 8,9 milhões da safra passada, segundo o banco australiano Macquarie. No mercado interno, a saca de 50 quilos do açúcar fechou a R$ 41,73, segundo o índice Cepea/Esalq.
Safra maior nos EUA
A expectativa de que a safra americana de algodão seja maior que as estimativas divulgadas pelo governo daquele país derrubou os preços futuros da pluma no mercado internacional. Na bolsa de Nova York, os contratos para dezembro fecharam a 59,61 centavos de dólar por libra-peso, com recuo de 211 pontos. As recentes chuvas sobre as regiões produtoras dos EUA, sobretudo Texas e Georgia, podem beneficiar as lavouras, segundo Rogers Varner, da consultoria Varner Bros. A colheita pode ser até 8% maior que a estimada pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). O último relatório do USDA indicou uma safra de 13,25 milhões de fardos. No mercado interno, o algodão fechou a R$ 1,172 a libra-peso na sexta-feira, segundo o índice Cepea/Esalq.
Vendas técnicas
Realização de lucros e vendas técnicas fizeram os contratos futuros de milho fecharem em queda na sexta-feira na bolsa de Chicago, segundo operadores ouvidos pela Dow Jones Newswires. Os contratos com vencimento em dezembro encerraram com recuo de 11,5 centavos de dólar a US$ 3,2725 por bushel. Depois de fortes ganhos na quinta-feira, estimulados por questionamentos em relação ao plantio de milho nos EUA, traders esperavam novas coberturas na sexta, mas o mercado abriu em baixa e assim se manteve. A queda no mercado de trigo também ajudou a derrubar o milho, segundo analistas. Eles disseram ainda que vendas de produtores poderiam limitar novas altas. O indicador Esalq/BM&FBovespa para o milho ficou em R$ 20,12 a saca, queda de 0,31%.
Limites aos fundos?
O mercado de trigo fechou em queda na sexta-feira, nos EUA, pressionado pelas especulações de que alguns investidores irão desmontar posições futuras se o governo americano impuser limites às negociações dos fundos de índice, de acordo com a Bloomberg. Os contratos futuros com vencimento em dezembro caíram 15,50 centavos de dólar a US$ 5,4350 por bushel em Chicago. Em Kansas, a queda foi de 12 centavos de dólar a US$ 5,6575 por bushel. Com os limites impostos, o governo dos EUA quer reduzir a diferença entre os preços à vista e os futuros. A decisão pode levar a liquidações de posições. Os preços também caíram com as especulações de que a safra de trigo de inverno no Kansas pode ficar no topo das estimativas. No Paraná, a saca de trigo fechou sexta-feira a R$ 28,16, segundo o Deral.