Produtores criam projetos para aproveitar todo o sisal
Com um volume de 110 mil toneladas/ ano, a região sisaleira baiana é responsável por 95% da produção nacional. Mas o aproveitamento de toda a planta é de apenas 5% (que é a parte da fibra) são aproveitadas, o restante, ou seja, 95% são descartadas, o que gera uma preocupação entre os produtores. E foi pensando neste desperdício que a Apaeb criou quatro projetos para aproveitamento de toda planta, já em andamento.
O primeiro é a fabricação do composto que, dentre outros ingredientes, leva a bucha do sisal, que hoje não tem valor no mercado e é descartada. A mucilagem do sisal é rica em proteína e, misturada com outros componentes, poderá ser uma boa ração animal, além de adubo. O terceiro projeto é a fabricação de briquetes, para adensar os restos do sisal triturado e comprimido no formato de madeira.
Existe também projeto para o aproveitamento do resíduo líquido do sisal para a produção de bioinseticida e parasiticida. A região contará com recursos do Fundo Comum de Commodities (CFC) da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), que fica em Amsterdã, na Holanda, que liberará US$ 170 mil para um estudo de pré-viabilidade. (AR)